- Rodalies reativou a linha R2 no início da noite após a verificação de segurança; o restante da rede deve ficar operando amanhã.
- Catalunha enfrentou dois dias de suspensão total dos serviços após o acidente em Gelida, que resultou na morte de um maquinista em prática e feriu 37 pessoas.
- Governo e maquinistas chegaram a um acordo para restabelecer o serviço apenas após inspeções conjuntas de todas as 13 linhas, com equipes técnicas da Renfe, da Adif e representantes dos maquinistas.
- O protocolo prevê inspeção visual da rede com divisão em três categorias: atuação imediata, adequação de velocidade e ações a médio prazo; também será formado um comitê de acompanhamento a cada dois meses.
- Enquanto as vias são inspecionadas, o Governo aumentou a oferta de transporte alternativo com cerca de cento e cincoenta ônibus intermunicipais, especialmente em Barcelona, Baix Llobregat e Tarragona/Terres de l’Ebre.
O serviço de Rodalies na Catalunha esteve interrompido por dois dias após o acidente de Gelida, que tirou a vida de um maquinista em formação. A linha R2 foi restabelecida na noite de hoje, após verificação de segurança. As demais linhas devem voltar a operar na manhã de amanhã.
Segundo fontes oficiais, o restabelecimento ocorreu apenas após a verificação de segurança de todos os trechos pelas equipes técnicas conjuntas de Renfe, Adif e maquinistas. O objetivo é evitar novos incidentes antes da reabertura total da rede.
O acidente de Gelida ocorreu na terça-feira, quando um muro de contenção da rodovia AP-7 desabou sobre um trem da linha R4. A tragédia provocou 37 feridos e a morte de um maquinista em formação. A chuva intensa intensificou a crise de mobilidade na região.
Pacto para inspeção conjunta
O governo catalão fechou temporariamente todo o serviço para checagens. A medida contou com a participação dos sindicatos SEMAF e UGT, que não decretaram greve, mas frearam a atuação inicial para exigir garantias de segurança. A negociação previa inspeções visuais em todas as 13 linhas.
Após o acordo, equipes técnicas formadas por Renfe, Adif e representantes dos maquinistas farão vistorias nas vias. As inspeções devem classificar ações imediatas, ajustes de velocidade e medidas de médio prazo. A conclusão dessas auditorias definirá o retorno gradual do serviço.
A Catalunha também reforçou o envio de ônibus interurbanos para suprir a interrupção. Ao todo, cerca de 100 veículos devem atender trechos entre Barcelona, Baix Llobregat, Tarragona e Terres de l’Ebre.
O governo detailha que o restabelecimento das linhas dependerá das informações obtidas nas inspeções. A expectativa é que a R2 seja a primeira a operar, seguida pelas demais linhas ao longo do dia seguinte, desde que os técnicos atestem a segurança.
A crise mobilidade provocou grande insatisfação entre passageiros, com relatos de estações sem trens em Sants e França, em Barcelona. Trabalhadores de segurança alertaram para a demora na confirmação de partidas, mesmo com anúncios de retorno do serviço.
Em meio à tensão, governos municipais e associações de transportes temem novo colapso caso as inspeções apresentem falhas. A gestão das futuras renegociações entre Renfe, Adif e a Generalitat permanece em pauta, com avaliações periódicas previstas a cada dois meses.
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