- O vice‑presidente JD Vance deve visitar Minneapolis na quinta-feira para apoiar as ações federais da Immigration and Customs Enforcement (ICE), em meio à comoção causada pela morte de Renee Good, uma mãe de três filhos.
- A operação envolve cerca de 3.000 agentes federais destacados na região e tem dividido a cidade entre apoiadores e críticos.
- O governo de Donald Trump afirma que a operação visa violações de imigração e uma investigação de fraude em programas sociais na comunidade somali; críticos acusam táticas agressivas e perfil racial.
- Vance participará de uma mesa‑redonda com líderes locais e membros da comunidade para falar em “restabelecer a lei e a ordem” e visitará policiais para demonstrar apoio.
- O governo federal já sinaliza que cidades santuário que não cooperarem com a ação podem ter financiamento federal suspenso, o que tem sido alvo de controvérsia entre apoiadores e opositores.
O vice-presidente JD Vance deve visitar Minneapolis na quinta-feira para apoiar as ações de uma grande operação federal de segurança pública. A visita ocorre após a morte de Renee Good, uma mãe de três filhos, pela polícia de imigração em 7 de janeiro. A operação envolve agentes do ICE.
A força-tarefa federal, com cerca de 3.000 agentes, atua na região para cumprir mandados relacionados a violações de imigração e a um inquérito sobre fraudes em programas sociais na comunidade somali. A presença busca demonstrar apoio às ações em curso.
Minneapolis tem sido palco de acaloradas disputas políticas desde a morte de Good. Críticos reconhecem táticas agressivas dos agentes e apontam riscos de prisões indevidas e de perfil racial, enquanto apoiadores veem a operação como resposta necessária a crimes ligados à imigração.
O White House informou que Vance participará de um debate com líderes locais e membros da comunidade, ressaltando a ideia de “restaurar a lei e a ordem” no estado. O vice-presidente também deve encontrar-se com policiais e destacar a alegação de enfraquecimento da segurança local por políticas municipais.
Segundo a estratégia anunciada, o governo tem reiterado que cidades que não cooperam com a migração podem perder financiamentos federais a partir de fevereiro. A ideia é pressionar governos municipais a colaborar com ações da imigração.
Críticos apontam que o essencial do episódio envolve tensões políticas entre o governo federal e lideranças democratas locais. Richard Carlbom, líder do Partido Democrata de Minnesota, disse que a presença pode soar como teatro político e pediu calma à população.
Uma moradora de 36 anos, Patty O’Keefe, que teve contato com agentes em janeiro, criticou a visita. Ela afirmou que a retórica usada pelo governo pode aumentar a violência e o ressentimento na cidade.
Desde 2022, o governo federal registrou pelo menos 56 condenações relacionadas a fraudes em programas de bem-estar social em Minnesota. O tema tem sido utilizado por vozes nacionais para justificar a operação de imigração.
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