- Andrew Hastie surge como candidato para enfrentar Sussan Ley na liderança do Liberal, após cobrança de colegas; Angus Taylor também é visto como possível rival.
- Internamente, alguns deputados preferem que a primeira líder mulher do partido ceda para evitar uma votação interna desnecessária.
- Para um eventual processo de escolha, Hastie ou Taylor precisariam de apoio de deputados de outras alas; há expectativa de um spill antes da retomada do parlamento, em 3 de fevereiro.
- Ley afirmou que continuará na liderança e manteve abertura para reconciliação com David Littleproud e o Partido Nacional.
- O rompimento da coalizão ocorreu por divergências sobre leis de discurso de ódio; Littleproud responsabiliza Ley pela crise e o premiê Anthony Albanese criticou a atuação liberal.
Andrew Hastie avança como possível candidato à liderança do Liberal, em meio a pressões internas para Sussan Ley abrir espaço após novo rompimento no governo de coalizão. A oposição aponta desgaste e busca manter o partido estável diante da turbulência.
Líder do grupo Liberal mais conservador, Hastie recebe apoio de colegas para disputar o posto contra Ley. Angus Taylor também é cotado, e a decisão entre eles depende de apoios de outras alas do partido. A ideia é evitar disputa interna ampla, se Ley concordar em abrir mão de forma consensual.
A Reuters confirmou que Hastie estaria preparado para concorrer, após incentivos de colegas. A disputa ocorre num momento de fissuras na coalizão com o Partido Nacional, acentuadas por divergências sobre leis de discurso de ódio.
Oposição e dirigentes do Liberal indicam que Ley tem pouca margem de manobra e que o resultado de uma possível votação dependeria de alianças entre facções. A expectativa é que a linha de tempo para decidir o novo comando se estenda até a volta do parlamento em fevereiro.
Hastie deixou o gabinete sombra em outubro de um ano anterior após desentendimentos sobre política migratória; Taylor deveria retornar ao país após viagem ao exterior, o que pode influenciar o cronograma de decisões.
Líder dos Nationals, David Littleproud, manifestou críticas ao comando de Ley, enquanto o primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que o partido está desviado de agendas públicas e prevê novas deserções em semanas futuras.
Deputados do Liberal comentam, de modo reservado, que preferem um caminho sem eleição interna, caso Ley aceite que a liderança seja transferida sem disputa formal. A posição de Littleproud é vista como fator-chave para futuras coalizões.
Jacinta Nampijinpa Price, senadora conservadora que migrou para o Liberal, reiterou críticas à gestão de Ley, destacando que a confiança no governo não foi retomada e que mudanças são discutidas entre as fileiras da oposição.
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