- Senadora Elizabeth Warren e outros democratas solicitam investigação sobre Donald Trump por supostamente desviar mais de 25 mil agentes de fiscalização de fraude, evasão fiscal e lavagem de dinheiro para reforçar a repressão migratória.
- A carta aos Inspectores Gerais de diversos órgãos acusa o governo de “divERTIR” recursos federais cruciais para a agenda de imigração, em detrimento da fiscalização de crimes corporativos.
- Alegam que redes inteiras de investigação foram enfraquecidas, com agentes trabalhando para reforçar operações de ICE (Imigração e Alfândega) em vez de combater crimes financeiros.
- Dizem que isso pode atrasar investigações complexas e incentivar criminosos, citando casos de corrupção e fraude prejudicados pela reorganização.
- Solicitam números sobre o redesenho de pessoal, aberturas, encerramentos e suspensões de casos, além de denúncias de denunciantes e salvaguardas para manter as atribuições legais.
O grupo de democratas liderado pela senadora Elizabeth Warren pediu à Casa Branca que abra uma investigação sobre Donald Trump. A acusação é de que o presidente desviou recursos importantes de investigações de crimes financeiros para reforçar a sua política de imigração.
Segundo a carta enviada aos inspetores gerais de várias agências, mais de 25 mil agentes teriam sido transferidos desde janeiro de 2025. O objetivo declarado seria apoiar operações de imposição de imigração, em detrimento de investigações de fraude, evasão fiscal e lavagem de dinheiro.
Warren, que atua no Senado pelo estado de Massachusetts, afirmou em declaração que a administração tem tratado criminosos de colarinho branco com tolerância excessiva. O grupo também ressalta que famílias americanas podem ficar menos protegidas contra fraudes e práticas predatórias.
Ato de denúncia e demandas
A carta é endereçada aos inspetores gerais do Departamento de Justiça, do Departamento de Estado, de Segurança Interna, do Serviço Postal e da Divisão de Fiscalização Tributária. Os democratas solicitam uma avaliação formal sobre o alcance das transferências e seus impactos na repressão a crimes financeiros.
A nota cita uma preocupação de que unidades inteiras tenham sido reduzidas, com agentes realocados para reforçar operações de ICE. Entre os relatos, consta a transferência de especialistas em fraude financeira, sanções, lavagem de dinheiro e cibercrime.
Relatos indicam que o FBI pode ter deslocado quase um quarto de seus agentes para apoiar a fiscalização de imigração, com atividades antes ligadas a corrupção pública, fraude cibernética e crime financeiro organizado recebendo menos prioridade.
Outras agências também teriam sido impactadas, inclusive o IRS, que, segundo a carta, realocou cerca de 1.700 investigadores criminais, frente a 250 no ano anterior. Serviços diplomáticos e de segurança também teriam redirecionado equipes.
Implicações e pedidos
Os autores destacam que a mudança pode retardar investigações complexas e favorecer práticas de fraude e manipulação de mercados. A carta também cita denúncias de casos de corrupção e fraude financeira atrasados ou abandonados por causa da realocação de cargos.
Os democratas solicitam dados detalhados sobre o número de pessoal realocado desde 2025, o número de casos abertos, encerrados ou suspensos, e o impacto nas investigações em curso. Demandam ainda informações sobre eventuais denúncias de whistleblowers.
Concluem afirmando que a segurança das famílias americanas e a integridade do sistema financeiro dependem da retomada da capacidade de investigar irregularidades corporativas. Os parlamentares pedem transparência e salvaguardas para cumprir as funções legais de combate à fraude e à corrupção.
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