- Filadélfia entrou com ação na Justiça federal contra o governo dos EUA solicitando a restauração de um modal de exibição sobre escravidão no President’s House, em Independência, onde ficava a residência de George Washington.
- A vítima é o desmantelamento de um display que reconhecia pessoas escravizadas por Washington e apresentava uma linha do tempo da escravidão nos Estados Unidos; a cidade acusa falta de aviso prévio sobre a mudança.
- Processos apontam como réus o Departamento do Interior e o secretário Doug Burgum, a National Park Service e a diretora interina Jessica Bowron; a ação pede ordem para reverter a remoção enquanto o caso tramita.
- Líderes locais, como o presidente da prefeitura, Kenyatta Johnson, e o governador de Pensilvânia, Josh Shapiro, condenaram a retirada, dizendo que é uma tentativa de “emendar a história” e apagar você passado doloroso.
- A ação se insere em um contexto de ações associadas ao governo Trump para revisar conteúdos culturais alinhados à agenda política, incluindo mudanças em exibições e materiais de museus.
Philadelphia entrou com ação federal contra o governo dos EUA após a decisão do Serviço Nacional de Parques de desmontar um painel de slave labor no Independence National Historical Park, que abriga o antigo então-residência de George Washington.
A cidade processa o Departamento de Interior e o secretário Doug Burgum, o Serviço Nacional de Parques e a diretora interina Jessica Bowron. A ação solicita uma ordem judicial para que as exibições sejam restabelecidas durante o andamento do processo.
O conjunto expositivo fica no site da President’s House, onde moraram Washington e John Adams. O material reconhecia pessoas escravizadas por Washington e apresentava uma linha do tempo da escravidão nos Estados Unidos.
Segundo a procuradoria da cidade, as peças interpretativas sobre pessoas escravizadas são parte integral da mostra e a remoção representaria uma alteração relevante. O processo afirma que autoridades não teriam sido avisadas com antecedência sobre a mudança.
Kenyatta Johnson, presidente da Câmara Municipal de Filadélfia, declarou que a retirada representa tentativa de apagar a história. Afirmou que a história não pode ser apagada apenas por tratar de temas dolorosos.
A cidade relembra que, em 2003, o Congresso incentivou o NPS a reconhecer formalmente os escravizados que viveram no President’s House. O processo diz que, em 2006, cidade e agência combinaram a criação de uma exposição, que abriu em 2010 com painéis sobre escravidão.
A retirada faz parte de um esforço mais amplo da administração Trump para reduzir conteúdos culturais alinhados a agenda política. Em uma ordem executiva de março do ano passado, o presidente pediu alterações em materiais sob controle do Interior para evitar distorções históricas.
Mudanças já ocorreram em exibições da Smithsonian sob a gestão da atual administração, com remoção de textos sobre impeachment de Trump e seu papel nos acontecimentos de 6 de janeiro de 2021 próximo à nova pintura oficial.
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