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Girão solicita afastamento de Toffoli no caso Master por ligações com resort

Girão requer novo afastamento de Toffoli do caso Master, apontando ligações com resort no Paraná e risco de imparcialidade noitiva do processo

O ministro do STF Dias Toffoli está diretamente envolvido nas controvérsias do Banco Master. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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  • O senador Eduardo Girão protocolou novo pedido na PGR para afastar o ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master, citando ligações com o resort Tayayá no interior do Paraná.
  • É o quarto requerimento da oposição; três já foram arquivados pela PGR em dezembro de 2025, após citar viagem de Toffoli a Lima com o advogado de um investigado, argumento considerado insuficiente pela PGR.
  • Girão afirma que os novos fatos revelam possível conflito de interesses e colocam em xeque a imparcialidade do ministro, citando ainda a decisão de enviar diretamente ao gabinete dele todo o material apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero, sem perícia prévia da Polícia Federal.
  • Há alegações de vínculos indiretos entre o Banco Master e empresas ligadas a parentes de Toffoli, com a Arleen Fundo de Investimentos tendo participação no Tayayá até 2025 e investimentos em incorporadora cujo sócio é primo do ministro.
  • A matéria também aponta que o Tayayá poderia operar cassino, e que a família de Toffoli vendeu participação no empreendimento em fevereiro de 2025 por cerca de R$ 3,5 milhões, com mudanças de controle para terceiros ligados à Operação Compliance Zero.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) encaminhou à Procuradoria-Geral da República um novo pedido para afastar o ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master. A denúncia aponta ligações do magistrado com o resort Tayayá, no interior do Paraná, como possível conflito de interesses. O objetivo é preservar a imparcialidade do processo.

Girão afirma que os novos elementos reforçam preocupações sobre imparcialidade, impedimento e eventual conflito de interesses envolvendo Toffoli. Alega ainda que a manutenção do ministro na condução do caso é questionável do ponto de vista do devido processo legal substantivo.

A oposição já apresentou três requerimentos anteriormente, que foram arquivados pela PGR em dezembro de 2025. Naquela ocasião, discutiu-se uma viagem de Toffoli a Lima, no Peru, com o advogado de um dos investigados, argumento considerado insuficiente pela PGR.

Contexto

O senador cita reportagens que indicam vínculos indiretos entre o Banco Master e empresas ligadas a familiares de Toffoli. A Folha de S P aulo aponta participação relevante do Arleen Fundo de Investimentos no resort Tayayá até 2025, além de aportes em uma incorporadora com primo do ministro como sócio.

A ligação com o caso ocorre por meio de uma cadeia de fundos de investimento, com o Arleen cotista de um fundo que recebeu recursos de estruturas apontadas pela autoridade monetária como parte da suposta rede de fraudes envolvendo o banco controlado por Daniel Vorcaro.

Desdobramentos

Reportagem do Estadão indica que a sede de uma empresa ligada ao caso está registrada em uma residência simples no interior de São Paulo, onde reside a família do irmão de Toffoli, apontado como diretor-presidente. A cunhada do ministro negou envolvimento com o Tayayá.

O Metrópoles trouxe a informação de que o resort operava cassino com máquinas caça-níqueis e mesas de pôquer, sendo citado por funcionários como “o resort do Toffoli”. Em 2025, parte da participação no empreendimento foi vendida por cerca de 3,5 milhões de reais a uma holding pertencente a um advogado ligado ao processo.

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