- Anas Sarwar, líder do Labour na Escócia, pediu que o governo publique, na íntegra, as revisões de segurança do paciente de todas as alas do Queen Elizabeth University Hospital, em Glasgow, citando o “pior escândalo” da história do parlamento escocês.
- A imprensa envolve mortes de pacientes infectados durante tratamento de câncer na unidade, com o sixth-year public inquiry sobre o hospital em andamento.
- Sarwar contestou a afirmação de que os problemas só ficaram conhecidos em março de 2018, dizendo que houve avisos internos em junho de 2017 e que nada foi feito diante deles.
- O pedido inclui abrir uma investigação por homicídio corporativo para incluir ministros do governo da época, questionando quem pressionou pela abertura do hospital e por quê.
- Familiares, like Kimberly Darroch, agradeceram médicos que denunciaram falhas de controle de infecção; pedem transparência para evitar que casos semelhantes se repitam.
O líder trabalhista escocês Anas Sarwar pediu que o governo divulgue, de forma completa, as revisões de segurança do paciente de todas as enfermarias do hospital gigante de Glasgow, o Queen Elizabeth University Hospital (QEUH). A cobrança ocorre durante o andamento de uma conclusão de seis anos de uma auditoria pública.
Sarwar participou da coletiva ao lado de familiares de pacientes que faleceram após contrair infecções durante tratamentos contra o câncer no campus do QEUH. A primeira etapa do inquérito público envolve a avaliação de falhas estruturais ligadas à água e ao sistema de ventilação do hospital.
A audiência de sexta-feira marca o encerramento das oitivas sobre o tema. O inquérito foi instaurado pelo ex-secretário de Saúde, Jeane Freeman, após mortes associadas a infecções no hospital. Entre as vítimas estão Milly Main, de 10 anos, e Molly Cuddihy, de 23 anos.
Kimberly Darroch, mãe de Milly Main, também participou da coletiva. Ela pediu que a área de saúde reconheça erros, explique quando e por que ocorreram, e implemente medidas para evitar novos casos. Darroch agradeceu aos médicos que denunciaram problemas de controle de infecção.
As partes envolvidas ressaltaram que o governo precisa esclarecer o que ocorreu antes da abertura do hospital, em 2015, e por que houve pressão para inaugurar, mesmo com alertas de alto risco de infecção para pacientes imunocomprometidos. O governo da Escócia ainda não se pronunciou.
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