- O NHS Greater Glasgow and Clyde admitiu que as infecções graves em oitenta e quatro pacientes infantis com câncer, duas delas fatais, foram provavelmente causadas pelo sistema de água contaminado do hospital Queen Elizabeth University Hospital.
- O hospital abriu em abril de dois mil e quinze, sob pressão para inaugurar no prazo e dentro do orçamento, mesmo com testes de dezembro de dois mil e quatorze indicando presença de micróbios na água e com falhas de equipe de plantão.
- Familiares e denunciantes afirmaram repetidamente falhas no controle de infecção, e a gestão foi acusada de desconsiderar as informações por mais de uma década.
- A conclusão do inquérito público está prevista para este ano; o NHSGGC enfrenta investigações relacionadas a homicídio corporativo, além de apurações sobre a morte de Molly e outras ocorrências.
- John Cuddihy, pai de Molly, pediu responsabilização do governo e mudanças concretas, dizendo que Molly desejava apenas que reconhecessem o que aconteceu para que haja mudança real.
A Glasgow: familiares de pacientes oncológicos acusam o NHS Greater Glasgow and Clyde de engano após anos de batalha para ligar infecções à água contaminada no hospital que recebeu obras de grande porte entre 2015 e 2018. A conclusão do inquérito público aponta que 84 pacientes infantis com câncer teriam sido infectados por problemas no sistema de água, com duas mortes.
Molly Cuddihy, diagnosticada com câncer ósseo aos 15 anos, relatou que ficou pior pela própria ambiente hospitalar durante o tratamento de quimioterapia no Queen Elizabeth University Hospital. Ela morreu em agosto do ano passado, com danos causados por infecções graves e pelo tratamento oncológico. A família afirma ter buscado reconhecimento e transparência sobre o que ocorreu.
O inquérito, que envolve também o Royal Hospital for Children, chega à fase final após seis anos. Em depoimentos recentes, as famílias contaram que houve atraso na aceitação dos impactos e que informações fornecidas pela direção teriam sido incompletas ou distorcidas. O processo acompanha denúncias de falhas em controle de infecção, água e ventilação.
A saúde pública admitiu que a abertura do hospital em 2015 ocorreu sob pressão para cumprir prazos e orçamento, apesar de testes de dezembro de 2014 indicarem presença de microrganismos na água. Também foi reconhecido que a equipe não tinha pessoal suficiente para manter a grandiosa instalação.
Três microbiologistas que tentaram expor as falhas afirmam que o pedido de desculpas tardio não resolve as falhas de gestão. Eles destacam que as críticas de gestão superior, que teriam descredibilizado as evidências, não foram plenamente investigadas durante mais de uma década. A health board sustenta que ninguém deve ser responsabilizado individualmente pelas falhas institucionais.
Ao longo da semana, as famílias expressaram revolta com o que chamam de mentiras, descrédito e difamação por parte da direção. Elas pedem responsabilização de lideranças atuais e passadas e reafirmam que o QEUH não é um hospital seguro, enquanto o inquérito aguarda o relatório final para este ano.
A investigação legislativa também envolve o NHSGGC como alvo de apuração em investigação de homicídio corporativo relacionada à morte de Milly Main e outras vítimas na área do hospital. Em sessão no parlamento, o líder trabalhista Anas Sarwar pediu apuração criminal de ministros do governo anterior. A resposta oficial indica que cabinets minutos e correspondências podem ser liberados para escrutínio público.
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