- O irmão do ministro Dias Toffoli, José Eugênio Dias Toffoli, confirmou que a empresa Maridt Participações não tem mais relação com o resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná.
- A participação da Maridt no Tayayá foi encerrada de forma total em fevereiro de 2025, após sale parcial ao Fundo Arllen em 27 de setembro de 2021 e venda do saldo à PHD Holding em fevereiro de 2025.
- Segundo ele, a Maridt chegou a deter cerca de um terço das cotas do resort, mas saiu em duas etapas iniciadas em 2021.
- A empresa afirma que todas as operações foram legais e que os atos e informações financeiras foram declarados à Receita Federal, sem irregularidades.
- A divulgação ocorre após apurações envolvendo a relação da família Toffoli com o resort e temas relacionados a investimentos, vínculos societários e estruturas financeiras associadas ao caso.
José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro Dias Toffoli, confirmou que a empresa da família, Maridt Participações, não mantém mais vínculos com o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). Segundo ele, a participação societária foi totalmente encerrada em fevereiro de 2025, após venda em duas etapas iniciadas em 2021.
Conforme o comunicado assinado por Toffoli, a Maridt chegou a possuir cerca de um terço das cotas do Tayayá. A primeira operação ocorreu em setembro de 2021, com a venda parcial ao Fundo Arleen, e a segunda, em fevereiro de 2025, com a alienação do restante à PHD Holding. A nota reitera que as operações foram legais e registradas nos órgãos competentes.
Toffoli frisa que a Maridt está completamente desvinculada do Grupo Tayayá. Todos os atos e informações financeiras da empresa foram declarados à Receita Federal, sem irregularidades aparentes, segundo o comunicado. A divulgação ocorreu após reportagens que apontaram ligações entre familiares do ministro e o resort, bem como a participação de fundos de investimentos ligados a instituições financeiras associados a investigações em andamento.
O Tayayá ganhou atenção pública por integrar o quadro societário de familiares de Toffoli e por ter sido citado em apurações envolvendo o Banco Master. Em fevereiro de 2025, o resort passou a ter novo controlador, Paulo Humberto Costa, envolvido com a JBS e com a estrutura de investimentos que acompanha o caso.
Relatos da imprensa indicaram que o Arleen Fundo de Investimentos participou do Tayayá até 2025 e também teve vínculos com outras empresas associadas a parentes do ministro. Investigações destacaram ainda ligações entre recursos do fundo e operações recebidas por entidades sob supervisão de órgãos reguladores. Em reportagem posterior, o resort foi descrito como operando cassinos, o que motivou desmentidos sobre a participação formal da família na gestão.
O comunicado publicado por José Eugênio enfatiza a ausência de participação atual da Maridt no Tayayá e a conclusão das transferências de 2021 e 2025. A nota não traz menções a confronto de interesses, apenas descreve o desfecho financeiro e o cumprimento das obrigações legais. A matéria completa permanece em apuração pelos veículos de imprensa, com base nas informações oficiais divulgadas pela empresa.
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