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O que é a “Caminhada pela Liberdade” liderada por Nikolas Ferreira

Mobilização vem gerando debate contínuo em Brasília e nas redes sociais.

Imagem: Redes Sociais / Nikolas Ferreira

A “Caminhada pela liberdade”, movimento liderado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL), segue dando o que falar Brasil afora.  Iniciada na última segunda-feira (19), o percurso de 240 quilômetros entre Paracatu (MG) e Brasília (DF) é um protesto contra as prisões de 8 de janeiro de 2023 e a suposta perseguição a bolsonaristas, incluindo o ex-presidente. […]

A “Caminhada pela liberdade”, movimento liderado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL), segue dando o que falar Brasil afora. 

Iniciada na última segunda-feira (19), o percurso de 240 quilômetros entre Paracatu (MG) e Brasília (DF) é um protesto contra as prisões de 8 de janeiro de 2023 e a suposta perseguição a bolsonaristas, incluindo o ex-presidente. Em carta aberta publicada no Instagram, o deputado diz que se trata de um manifesto contra o “ativismo judicial” e o atual cenário político.

A caminhada começou com cerca de 20 pessoas e vem recebendo cada vez mais pessoas pelo caminho, entre elas, alguns nomes conhecidos como os vereadores Lucas Pavanato e Fernando Holiday, os deputados Sargento Fahur e Gustavo Gayer, e o ex-vereador Carlos Bolsonaro, que nas redes sociais, agradeceu o gesto feito por Nikolas Ferreira.

“Desde os mais humildes que caminham ao nosso lado, até aqueles que deixam uma mensagem, um abraço ou uma palavra de apoio. Cada gesto importa, cada demonstração de solidariedade fortalece”, escreveu o filho de Jair Bolsonaro.

Fernando Holiday, que chegou a ser atendido na UPA de Cristalina, em Goiás, após machucar o joelho, também falou sobre Nikolas:

“Tudo isso só fez aumentar ainda mais minha admiração pelo Nikolas Ferreira que está caminhando um dia a mais que eu e mesmo com dor segue nos incentivando a continuar. Seja a pé, de muletas ou cadeira de rodas voltarei para o campo de batalha”.

Imagem: Reprodução / Redes Sociais

Influenciadores como o “ex-MST” Pedro Pôncio, Wess Guimarães, Guilherme Batista e Estefane Sampaio também fazem parte do “efetivo”.

Impacto político da caminhada

A mobilização tem dois efeitos principais. O primeiro é manter em alta a pauta da anistia e as críticas ao Judiciário, temas recorrentes no discurso do deputado e de seus aliados. O segundo é transformar a iniciativa em conteúdo diário nas redes, com vídeos do trajeto e do apoio pelo caminho, ampliando o alcance do ato para todo o país.

Esse apoio que cresce voluntariamente, de doações de água e comida a atendimento de fisioterapia, além de atos simbólicos como a “picanha do Bolsonaro”, uma provocação ao discurso adotado pelo atual presidente em sua campanha nas últimas eleições sobre custo de vida e poder de compra da população.

Críticas e reações

Por outro lado, a mobilização provocou reação de parlamentares do PT. Lindbergh Farias e Rogério Correia pediram à PRF que avalie suspender, restringir ou redirecionar a caminhada, alegando risco a participantes e motoristas.

No documento, citam tráfego intenso, possível uso do acostamento e indícios de pouso de helicópteros às margens da rodovia.

Em resposta ao Correio Brasiliense, a assessoria de Nikolas Ferreira afirmou que o movimento foi comunicado às autoridades desde o primeiro dia e alfinetou Lindbergh, dizendo que a caminhada, antes alvo de deboche para ele, agora teria virado um caso que mereceria intervenção da PRF.

O atrito com a oposição também aumentou após Nikolas publicar uma imagem apontada como gerada por inteligência artificial, com indícios como rostos deformados e cartazes sem sentido.

Imagem: Redes Sociais / nikolasferreirabr

Chegada com protesto marcado

A caminhada segue pela BR 040 até Brasília, com chegada prevista para o domingo, 25, quando os organizadores prometem um ato às 12h, na Praça do Cruzeiro. O manifesto na capital deve ser o principal termômetro para medir se o engajamento que se formou durante o percurso se converte em presença da ala conservadora.




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