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Portugal não vê agitação com votação presidencial, diz ministro

Ministro das Finanças afirma que Portugal não deve enfrentar turbulência política após o segundo turno, mantendo superávites orçamentários e redução da dívida pública

Portuguese Minister of State and of Finance Joaquim Miranda Sarmento takes part in the Eurozone finance ministers' meeting in Brussels, Belgium, November 12, 2025. REUTERS/Yves Herman
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  • Portugal não deve enfrentar upheaval político após a eleição presidencial, diz o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, em Davos.
  • O segundo turno está marcado para 8 de fevereiro, entre Antonio José Seguro (socialista, centro-esquerda) e André Ventura (líder do Chega, far‑right).
  • Governo de maioria relativa continua a manter superávites orçamentários e reduzir a dívida pública, apesar de ser governo de minoria.
  • O ministro afirma que o parlamento deverá manter responsabilidade fiscal, sem retomada de déficits, mantendo estabilidade desde a reeleição do governo em maio.
  • O orçamento de 2026 prevê superávit de 0,1% do PIB, com redução da dívida pública de 134% (no auge da pandemia) para 87,8% do PIB neste ano.

Portugal não deve enfrentar abalo político após a disputa presidencial, diz o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento. A afirmação foi feita em Davos, durante a coletiva de imprensa na quinta-feira.

O segundo turno está marcado para 8 de fevereiro. O pleito enfrenta o moderado Antonio José Seguro, do PS, contra o líder da extrema direita do Chega, André Ventura, em Lisboa. O posto é amplamente ceremonial.

Miranda Sarmento afirmou que o governo de maioria parlamentar é capaz de manter superávites orçamentários e reduzir a dívida pública, mesmo com a composição de apoio fragmentada no parlamento.

Continuity and fiscal stance

Segundo o ministro, a política fiscal tem mostrado responsabilidade desde a reeleição do governo em maio, com opositores não impondo novos aumentos de gasto. O orçamento de 2026 foi aprovado com os socialistas abstendo-se, após o Chega votar contra.

O relatório indica expectativa de superávite de 0,1% do PIB neste ano, mesmo com benefícios fiscais e reajustes de salários e pensões. A dívida pública, estimada em 87,8% do PIB em 2026, deverá recuar em relação a 2025.

Miranda Sarmento disse que o governo irá manter negociações com sindicatos e empregadores para avançar com uma reforma trabalhista necessária para produtividade e crescimento. A meta é elevar o crescimento a cerca de 3% em 2029.

O cenário fiscal permanece estável, com foco em evitar deficits e sustentar redução da dívida, enquanto o país busca maior previsibilidade econômica para enfrentar o panorama europeu.

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