- PT de Minas estuda solução caseira para a eleição, com Sandra Aguiar, reitora da UFMG, como opção, diante da indefinição de Rodrigo Pacheco.
- Sandra é vista como novidade no cenário, com baixo desgaste público, perfil técnico valorizado pelo PT e foco em cumprir mandato na universidade.
- Alexandre Kalil também foi cogitado, mas as conversas não avançaram; o PT continua aguardando a posição de Pacheco.
- Pacheco resiste a disputar sozinho sem ampliar a aliança, já teve a ambição de ocupar o STF, e avisou, em novembro, que poderia deixar a vida pública em 2026 se não fosse escolhido.
- Lula planeja novo encontro com Pacheco nas próximas semanas; Minas segue aberto, com candidatos tradicionais como Mateus Simões e Cleitinho, e a possibilidade de Pacheco migrar para outra sigla.
Diante da indefinição de Rodrigo Pacheco sobre a disputa em Minas, o PT avalia uma solução interna para a sucessão de Romeu Zema. Sandra Aguiar, reitora da UFMG, surge como alternativa interna já discutida entre caciques do partido. A ideia é manter um nome novo e com menos desgaste público.
A reitora é vista como ponte entre o mundo acadêmico e a administração pública, com perfil técnico bem recebido por setores do PT. A avaliação é que seu histórico sem derrotas pode reduzir a rejeição, fortalecendo uma candidatura caseira.
Sandra reconhece o diálogo dentro do PT, mas afirma que precisa encerrar seu mandato na universidade para avançar. Ela tem sido sondada, ainda que o foco atual seja terminar a gestão na UFMG.
Outro nome citado é Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, porém as conversas não caminharam. O PT continua buscando uma alternativa viável caso Pacheco não aceite o convite.
Perspectiva de Pacheco e plano de Lula
Apesar da busca por substitutos, o PT ainda espera a possibilidade de Pacheco aceitar concorrer. O senador é visto como capaz de fortalecer a campanha presidencial, dado o perfil moderado e as relações com prefeitos de diferentes matizes.
Pacheco não confirma candidatura solo e sinalizou interesse em uma ampla aliança de centro. A ideia é que ele possa ter espaço em um eventual palanque de Lula em Minas. O ex-candidato, porém, sinalizou estar aberto a conversar com a base.
Caso não haja acordo, Lula planeja novos encontros com Pacheco. A expectativa é que haja definição até o fim de fevereiro. O cenário mineiro está considerado aberto, com a disputa entre nomes de PSD e Republicanos já em evidência.
Até o momento, os pré-candidatos com chance formal no estado são o vice-governador Mateus Simões e o senador Cleitinho, ambos alinhados a siglas de apoio ao governo federal.
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