- Keir Starmer condenou a declaração de Donald Trump de que os aliados da Otan não lutaram adequadamente no Afeganistão, dizendo que foi “ofensiva e, frankly, chocante”.
- O ex-vice-primeiro-ministro britânico, Angela Rayner, deve apoiar a candidatura de Andy Burnham em uma byelection em Gorton, com Burnham ainda decidindo se disputará a vaga até amanhã à tarde.
- Trump afirmou que tropas da Otan que não eram dos Estados Unidos permaneceram longe das frentes de combate; o público observou dados de mortes de países como Dinamarca, Reino Unido e Estônia com taxas proporcionais à população similares às dos EUA.
- O príncipe Harry emitiu uma nota criticando as falas de Trump, destacando que os sacrifícios de militares britânicos devem ser lembrados com verdade e respeito.
- O governo dos Estados Unidos não recuou nem pediu desculpas pelas críticas feitas aos aliados da Otan na Afghanistan.
Keir Starmer repercute com veemência às declarações de Donald Trump sobre a atuação de aliados da NATO no Afeganistão, dizendo que as afirmações foram insultantes e impressionantemente alarmantes. A reação ocorre em meio a uma sequência de críticas internacionais ao que foi dito pelo presidente norte-americano.
O ex-deputado e atual líder trabalhista já teve distâncias públicas com Trump, mas a pressão aumentou após o comentário do presidente sobre o papel de tropas não estadunidenses no front afegão. O episódio provocou desmentidos de adversários britânicos, incluindo o príncipe Harry, que emitiu uma resposta apontando fatos.
Starmer enfatizou o valor dos sacrifícios feitos por militares britânicos na região, destacando coragem, ferimentos e perdas de vidas. Em entrevista, ele afirmou que as palavras de Trump ferem familiares de falecidos e feridos, e que a solidariedade com a defesa da diplomacia permanece.
A crítica de Starmer veio pouco depois de o premiê em exercício da Itália ter sido citado, em meio à cobertura de que aliados da NATO lutaram ao lado dos EUA. O grupo de líderes trabalhistas ainda analisa como responder ao recado de Trump nos próximos dias.
O White House não recuou nem pediu retratação sobre o comentário, segundo relatos de veículos britânicos. A assessoria afirmou apenas que os EUA defendem interesses da NATO e que o papel de cada aliado é reconhecido na aliança.
Na cena política britânica, surgem movimentos para a eleição suplementar em Gorton e Denton, após a renúncia do deputado Andrew Gwynne. A deputada Angela Rayner, ex-vice-primeira-ministra, é citada como provável participação de apoio ao processo, enquanto Andy Burnham avalia sua candidatura. Burnham tem prazo até amanhã para decidir.
A comoção global também se refletiu no tom da cobertura midiática, com Keir Starmer consolidando uma posição firme contra as falas de Trump. A dinâmica entre o governo britânico e a Casa Branca permanece sob escrutínio, com especialistas destacando a importância da aliança atlântica para a segurança regional.
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