- O ministro Dias Toffoli, relator do caso Master, é alvo de seis representações em diferentes órgãos, como PGR, CNJ e Senado.
- Cinco representações são pedidos de suspeição; uma já foi negada pela PGR, e os demais trâmites aguardam parecer de Paulo Gonet.
- Também há um pedido de impeachment contra Toffoli protocolado no Senado, que será analisado pela Advocacia da Casa e pela presidência.
- As representações ganham base em ligações da família de Toffoli com o resort Tayayá e em supostas conexões com investigados na Operação Compliance Zero.
- Um protesto do Movimento Brasil Livre ocorreu em frente ao Banco Master, cobrando o afastamento de Toffoli pelas decisões no caso Master.
O ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no STF, é alvo de seis representações apresentadas a diferentes órgãos, como a PGR, o CNJ e o Senado. As ações questionam a condução do processo e eventuais ligações com investigados, além de pedidos de suspeição e impeachment. Não houve decisão final até o momento.
Desde a liquidação do Master, em novembro de 2025, Toffoli passou a ter a atuação contestada por decisões consideradas incomuns do ponto de vista jurídico e por supostas ligações com alvos da investigação. Fachin defendeu a atuação de Toffoli e informou que contestações serão discutidas ao retornar do recesso.
A primeira representação, protocolada em 12 de dezembro, envolveu deputados que apontaram possível impedimento por viagem do relator com um advogado ligado a um diretor do Master. A PGR negou o pedido em 15 de janeiro e arquivou a representação, elogiada por Gilmar Mendes.
Dos pedidos de suspeição
- Cinco das seis representações pedem a suspeição de Toffoli. Além da negativa da PGR, quatro ainda aguardam parecer do procurador Paulo Gonet. Os pedidos envolvem ligações da família Toffoli com o resort Tayayá.
- Além disso, houve um pedido de impeachment no Senado, apresentado por parlamentares aliados. A peça alega conflito de interesses e atos processuais atípicos, como acareação prematura entre figuras ligadas ao Master, ao BC e ao Banco de Brasília. O protocolo já chegou ao Senado, mas ainda não foi apreciado pela Mesa Diretora.
Outros desdobramentos
A também menção de contatos com o resort Tayayá levou a novos ofícios à PGR, CNJ e ao Senado. Eduardo Girão protocolou novo pedido de suspeição e um pedido de impeachment. Ubiratan Sanderson encaminhou requerimentos semelhantes e também acionou o CNJ por suposta violação à Loman. Ambos aguardam análise.
O Ministério Público afirmou que não houve necessidade de medidas adicionais no momento, mantendo a condução regular do processo. O STF não anunciou novas decisões até o fechamento deste texto.
Um protesto realizado pelo MBL em frente ao Banco Master em São Paulo cobrou maior transparência e pediu o afastamento de Toffoli, destacando o momento de decisões do relator no inquérito. A manifestação não alterou o andamento formal das representações.
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