- Governo planeja exigir licença para praticar para policiais na Inglaterra e no País de Gales, com um framework único de formação que será implementado em 43 forças.
- A licença visa manter padrões em áreas como violência contra mulheres e meninas, policiamento de bairros e liderança, com avaliação contínua dos agentes.
- Polícia Federal de Inglaterra e País de Wales critica as reformas, dizendo que salário, treinamento, tempo e suporte são necessários e que cargas de trabalho inseguras devem ser resolvidas.
- Autoridades dizem que a licença equipará todo o policial com habilidades para o trabalho, enquanto há preocupações sobre possíveis incentivos perversos com metas nacionais.
- Outros pontos incluem campanha de recrutamento de graduados com 7 milhões de libras; anúncio feito pela secretária de interior, Shabana Mahmood, com o white paper programado para segunda-feira.
O governo anunciou planos para exigir que policiais de England and Wales possuam e renovem uma licença para exercer a profissão ao longo de toda a carreira. A medida integra reformas apresentadas pelo Home Office, com o objetivo de elevar padrões e manter os agentes atualizados em técnicas de combate ao crime.
Segundo o governo, a licença criará um framework único de formação, supervisão e desenvolvimento para as 43 forças de segurança na região. Ela estabelecerá padrões em áreas como violência contra mulheres, policiamento comunitário e liderança, com a demissão de oficiais que não demonstrem as habilidades necessárias.
A Polícia Federal da Inglaterra e do País de Gales criticou o plano, afirmando que profissionalização depende de remuneração justa, treinamento adequado, tempo suficiente e suporte aos agentes. A entidade ainda citou carga de trabalho insegura e descontinuidade de treinamentos como entraves.
O debate envolve outras figuras públicas, incluindo Festus Akinbusoye, ex-presidente de polícia comissário, que considerou a licença desnecessária diante de problemas de recrutamento, retenção e liderança na polícia. As críticas destacam que as mudanças devem priorizar condições operacionais.
Entre as mudanças anunciadas, o governo também planeja metas nacionais de combate ao crime, resposta a emergências e atendimento a vítimas, com a possibilidade de divulgação de rankings de desempenho. Representantes da linha de frente alertaram para incentivos perversos caso haja foco excessivo em métricas.
Além disso, o governo lançou uma campanha de recrutamento para graduados, com um orçamento de 7 milhões de libras para atrair profissionais para funções de policial comunitário de atuação regional. A secretária de Interior, Shabana Mahmood, deve apresentar o texto completo no white paper previsto para esta semana.
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