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Dono de Tayayá diz que irmãos de Toffoli têm cota no condomínio do resort

Irmãos de Toffoli mantêm cotas de hospedagem no Tayayá Resort, com oito semanas anuais, mesmo após venda de participação

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  • O dono do Tayayá Resort, Paulo Humberto Barbosa, afirma que os irmãos do ministro Dias Toffoli ainda frequentam o empreendimento por possuírem cotas em uma casa, com cada cota garantindo quatro semanas de estadia por ano.
  • A fatia do Tayayá que pertencia à Maridt Participações foi quitada por Barbosa no ano passado, e os irmãos Toffoli teriam participação anterior no condomínio-hotel.
  • Segundo Barbosa, hoje os irmãos não são mais sócios, mas são donos de cotas de hospedagem; José Eugênio e José Carlos teriam uma cota de uma casa cada um.
  • Barbosa diz que Toffoli frequenta o resort usando as cotas dos irmãos e que o ministro esteve no local durante o Ano-Novo, mas não tem uma casa própria lá.
  • O caso Master, relatorado por Toffoli no STF, envolve sigilo da investigação e acareação entre diretores do Master e do BRB; houve ainda registro de viagem de jatinho de Toffoli para Lima com advogado de investigado.

O Tayayá Resort, que funciona também como condomínio, mantém cotas de hospedagem para proprietários que dividem as casas entre 13 cotistas. Cada cota chega a custar até 750 mil reais e garante quatro semanas de estadia por ano. As casas contam com três suítes, sala, cozinha e varanda com piscina.

O advogado Paulo Humberto Barbosa, representante da JBS e dono do Tayayá, afirmou que os irmãos do ministro Dias Toffoli ainda frequentam o empreendimento por possuírem cotas. Ele disse que José Eugênio e José Carlos Toffoli teriam uma cota de uma casa cada, segundo apuração do UOL.

Segundo Barbosa, os irmãos não são mais sócios do resort, mas mantêm cotas de hospedagem. Ainda conforme o empresário, Toffoli utiliza as cotas dos irmãos, embora não tenha uma casa no local; o ministro seria frequentador do Tayayá, inclusive tendo sido visto no Ano-Novo, sem contato direto com o dono.

A reportagem do UOL não conseguiu contato com José Carlos Toffoli, e não houve retorno de José Eugênio. José Eugênio e José Carlos já venderam parte da participação do Tayayá em 2021 a um fundo ligado a Fabiano Zettel e, posteriormente, venderam mais uma fração em 2025 a Paulo Humberto Barbosa.

Histórico de participação e negócios

O grupo Maridt Participações, ligado aos irmãos Toffoli, chegou a deter cerca de um terço do Tayayá. Em 2021, eles venderam metade da participação a um fundo associado a Zettel; em 2025, venderam mais uma parcela para Barbosa. A natureza societária do empreendimento tem sido alvo de curiosidade local.

Jurisdição e segurança

Dados do TRT-2 indicam que o Judiciário deslocou agentes para a segurança de membros do STF em Ribeirão Claro por 125 dias entre dezembro de 2022 e agosto de 2025. O caso envolve interesses e relações entre o judiciário e imóveis vinculados a autoridades com foro.

O caso Master e desdobramentos

O processo conhecido como Caso Master está sob relatoria de Dias Toffoli no STF. A atuação do ministro tem gerado questionamentos sobre eventual interferência em investigações envolvendo parlamentares e outras autoridades com foro. Toffoli manteve sigilo absoluto sobre partes da apuração.

Um acareação entre diretores do Master e do BRB foi determinada por decisão do ministro. A viagem de Toffoli a Lima, em 2023, para a final da Libertadores, ocorreu em jatinho de um empresário, com a participação de um advogado de investigado.

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