- Pista de pouso próxima ao Tayayá recebeu o nome Aeródromo Manacá; obras em terra avançam, em área de morro em frente a uma represa, sem edificação ou asfaltamento.
- A Anac autorizou a construção em 2019 e o comando da Aeronáutica emitiu parecer favorável em 2020; o funcionamento ainda não foi autorizado.
- Paulo Humberto detém 60% do negócio; os 40% restantes são do empresário Tadeu de Jesus Ribeiro, que iniciou as obras e aparece como responsável pelo projeto na Anac.
- A pista fica perto do resort Tayayá; o aeroporto mais próximo hoje é em Ourinhos, a cerca de 40 quilômetros, operando apenas aeronaves privadas e servindo principalmente hóspedes que chegam de helicóptero.
- A operação está prevista para começar entre o fim deste ano e o início de 2027, e o aeródromo deve atender não apenas hóspedes do Tayayá, mas toda a região.
O Tayayá receberá uma pista de pouso ao lado do resort, com o projeto batizado de Aeródromo Manacá. A obra ocorre em terreno de morro, em frente a uma represa, a poucos metros do hotel. Movimentação de terra e preparação do terreno já são visíveis no local.
Segundo reportagem do UOL, a autorização prévia da Anac foi concedida em 2019 para uma pista de 1.000 metros, e parecer favorável da Aeronáutica saiu em 2020. O processo para funcionamento ainda não foi concluído, segundo apuração do portal.
Paulo Humberto afirma deter 60% do negócio; o restante, 40%, pertence a Tadeu de Jesus Ribeiro, que iniciou as obras e é apontado como responsável pelo projeto na Anac. Humberto disse ao UOL que Tadeu lutava há seis anos pela construção.
A pista fica próxima ao Tayayá; o aeroporto mais próximo hoje é o de Ourinhos (SP), a cerca de 40 km. O local não recebe voos comerciais e atende aeronaves privadas, com hóspedes desembarcando no resort via helicóptero.
Antes de integrar o Aeródromo Manacá, Humberto planejou outra localização, em Ribeirão Claro. Desistiu porque proprietários da área pretendiam alterar o projeto; segundo ele, a proposta de Tadeu estaria mais próxima do Tayayá. A previsão de operação é entre o fim deste ano e o início de 2027, atendendo a região além dos hóspedes do resort.
OURO: a reportagem não conseguiu ouvir Tadeu de Jesus Ribeiro até o fechamento desta edição.
Relacionamento com o grupo Toffoli
Irmãos do ministro Dias Toffoli tinham participação no Tayayá. Em 2021, parte da fatia foi vendida a um fundo ligado ao empresário Fabiano Zettel, conforme apurou o jornal O Estado de S Paulo. A empresa Maridt já detinha cerca de um terço do empreendimento.
Um executivo ligado a uma empresa investigada no caso Reag intermediou a venda da participação dos irmãos. Segundo a publicação, Silvano Gersztel foi representante do fundo na operação.
Dias Toffoli é apontado como frequentador assíduo do resort, segundo reportagem da Folha de S Paulo. Dados do TRT-2 indicam deslocamento de segurança para membros do STF em Ribeirão Claro entre 2022 e 2025.
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