- O ato bolsonarista em Brasília reuniu cerca de 18 mil pessoas na Praça do Cruzeiro, segundo o Monitor do Debate Político e a More in Common, a partir de fotos aéreas com IA.
- A marcha de 240 quilômetros liderada por Nikolas Ferreira tinha como objetivo exigir a anistia a Jair Bolsonaro e aos condenados pela tentativa de golpe.
- Um raio caiu durante o evento, injuriando dezenas de participantes; ao menos 30 pessoas foram levadas a hospitais e 72 foram atendidas no local.
- Os feridos não foram mencionados nos discursos, enquanto a narrativa de martirização ganhou maior repercussão nas redes.
- O episódio amplia a presença de Ferreira na cena bolsonarista, que mira disputar a Presidência em 2034, caso a Constituição não seja alterada.
O ato bolsonarista realizado hoje em Brasília reuniu cerca de 18 mil pessoas na Praça do Cruzeiro, segundo estimativas do Monitor do Debate Político, ligado à USP e ao Cebrap, e da ONG More in Common, a partir de fotos aéreas com IA. O objetivo formal era exigir a anistia a Jair Bolsonaro e aos condenados pela tentativa de golpe de Estado.
A marcha de 240 quilômetros, liderada pelo deputado federal do PL, visava ampliar a narrativa de martirização do ex-presidente e reforçar a agenda de 2034 para Nikolas Ferreira, que pode disputar a Presidência caso as regras atuais permaneçam. A região foi palco de forte aparato de segurança para o evento.
Antes do fim da caminhada, a organização informou que ao menos 72 pessoas foram atendidas no local, com 30 encaminhadas a hospitais. Desmaios, dores e ferimentos foram relatados entre os presentes, que repetiam pedidos de cautela com as estruturas metálicas das cercas.
Raio atinge e deixa feridos
Um raio atingiu o ato antes da chegada de Nikolas Ferreira e de seus aliados, deixando dezenas feridos. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do DF atenderam as ocorrências, com atendimento médico imediato realizado no local.
Segundo os bombeiros, a maioria dos feridos permaneceu estável, recebendo avaliação na hora. O ocorrido interrompeu temporariamente as falas previstas e mobilizou equipes de emergência para a área da manifestação.
Autoria e motivações do raio geraram controvérsia nas redes, com leituras variando entre sinal de mau presságio e simples acidente climático. Não houve confirmação de causas ligadas a terceiros.
O brilho do raio deslocou o foco da cobertura para o quadro de saúde dos feridos e para a resposta institucional, em meio a cobranças de responsabilidades logísticas. Enquanto isso, o ato continua marcado pela aposta de Nikolas Ferreira em ampliar a força de seu movimento político.
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