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PGR defende que Filipe Martins continue preso

PGR defende manter Filipe Martins preso; Moraes decide em até quinze dias sobre liberdade, após condenação de vinte e um anos e prisão preventiva mantida

Filipe Martins é um dos réus no processo da trama golpista. Foto: Reprodução/Redes Sociais
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  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recomendou manter a prisão preventiva de Filipe Martins.
  • A decisão final cabe ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
  • Martins foi preso em 2 de janeiro por descumprir a proibição de acessar redes sociais; a defesa pediu liberdade.
  • A defesa alega que o último acesso dele à rede social teria sido em 2024, mas o Ministério Público sustenta falta de idoneidade nos registros.
  • Em dezembro, a Primeira Turma do STF o condenou a 21 anos de prisão por diversos crimes, mas a prisão ainda é preventiva, pois o processo não transitou em julgado.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recomendou manter a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor do governo de Jair Bolsonaro. A decisão ainda cabe ao ministro do STF Alexandre de Moraes, que pode aceitar ou não o pedido de liberdade.

No último sábado 24, Gonet justificou a manutenção com a ausência de idoneidade nos registros apresentados. A defesa havia pedido a liberdade após Martins ser preso em 2 de janeiro pelo descumprimento de medidas cautelares, entre elas a proibição de acessar redes sociais.

Contexto do caso

Moraes havia fixado prazo de 15 dias para manifestação da PGR sobre o pedido de liberdade, apresentado pela defesa na semana passada. A ordem de prisão decorreu de uma visita de Martins ao seu perfil no LinkedIn, segundo relatos de um coronel reformado da Aeronáutica.

Histórico recente do processo

A defesa sustenta que o último acesso de Martins ao LinkedIn seria em 2024, fato contestado pela PGR. Em dezembro, a Primeira Turma do STF condenou Martins a 21 anos de prisão por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Situação processual atual

A prisão tem caráter preventivo e não implica cumprimento da pena, pois o processo ainda não transitou em julgado. A decisão final sobre a liberdade permanece pendente de decisão de Moraes. A defesa afirma que não houve fatos novos que justifiquem a continuidade da prisão.

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