- Forças de polícia na Inglaterra e no País de Gales receberão prazos rígidos de resposta a emergências, a serem anunciados pelo Home Office na segunda-feira.
- O tempo de chegada em cenas de crime será de quinze minutos em áreas urbanas e de vinte minutos no campo, em casos de crimes graves.
- Os limites valerão quando houver perigo de vida, ameaça imediata de violência, possibilidade de lesão grave ou dano ao patrimônio, ou se o crime estiver em andamento.
- O Home Office afirma que essa é a maior reformulação em dois séculos e que há pouca responsabilização pelas falhas atuais.
- Caso haja atraso, autoridades seniores de forças mais rápidas serão enviadas para aconselhar melhorias, e os dados de tempo de resposta são inconsistentes entre as regiões.
O Home Office anunciará na segunda-feira mudanças amplas na atuação policial em Inglaterra e no País de Gales, com a introdução de limites estritos de tempo de resposta a emergências. A promessa é a maior reformulação em dois séculos.
Segundo o governo, os agentes devem chegar a cenas de crime em 15 minutos nas áreas urbanas e em 20 minutos no campo, ao atender ocorrências graves. A norma vale quando houver risco de vida, ameaça imediata de violência ou possibilidade de dano.
Os novos prazos também se aplicam a crimes em andamento ou situações que possam causar lesões graves ou prejuízos a propriedades. A medida busca padronizar respostas entre as forças e ampliar a responsabilização.
A mudança será anunciada pela secretária de Interior, Shabana Mahmood, que sustenta que o pacote representa uma reformulação completa do modelo de policiamento. O governo afirma que, hoje, há pouca accountability para descumprimento de metas.
A polícia já tem metas de tempo de resposta em várias regiões, mas não havia um mecanismo nacional de responsabilização. O Home Office informou que dados de prazos serão padronizados e, se necessário, forças com desempenho lento poderão receber apoio de oficiais de forças mais rápidas.
Para sustentar o plano, serão usados indicadores consistentes de tempo de resposta e avaliação de desempenho. O governo pretende ainda enviar oficiais seniores de forças mais rápidas para orientar as unidades mais lentas.
O anúncio acontece em meio a debates sobre recursos e eficiência policial. Especialistas citam a necessidade de equilíbrio entre rapidez e qualidade da investigação, além de considerar dificuldades logísticas em áreas rurais.
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