- Trabalhadores da Serco em centro de atendimento da NDIA dizem que precisam fingir ser servidores públicos e decidir quais solicitações de financiamento entram em prioridade, sem treinamento específico em bem-estar.
- Os funcionários relatam que endereços de e‑mail de agências governamentais foram criados para parecerem idênticos aos dos servidores públicos, dificultando a identificação entre contratado e funcionário público.
- O contrato da Serco com a NDIA para o atendimento da NDIS começou em setembro de dois mil e vinte e quatro, com duração de três anos e possibilidade de até duas prorrogações de três anos; a equipe do centro de contato pode chegar a cerca de mil e duzentas pessoas.
- Os salários iniciais nos centros terceirizados ficam em torno de quarenta e dois mil reais por ano, em comparação com mais de setenta mil reais para muitos servidores públicos na mesma função.
- Sindicatos criticam o modelo de terceirização, afirmando que ele compromete a qualidade do serviço e a confiança pública, defendendo que o trabalho essencial da NDIA deve ficar com servidores públicos treinados.
Serco, atuando como fornecedora externa de serviços, trabalha para o The National Disability Insurance Agency (NDIA) na linha de atendimento do NDIS, segundo relatos de trabalhadores. Eles afirmam que precisam simular ser funcionárias públicas e que decidem quais pedidos de financiamento devem ter prioridade, sem formação específica em bem‑estar social.
Além disso, os funcionários terceirizados recebem endereços de e‑mail de agências governamentais, o que dificulta distinguir their from servidores diretos, apesar de diferenças salariais, condições e treinamento. A equipe garante que continua distanciada do serviço público, com a “missão de cuidar terceirizada” pela administração.
Serco é uma grande contratada privada do governo australiano, com contratos multidimensionais em defesa, saúde, centrais de atendimento e serviços comunitários. A empresa afirma trabalhar em colaboração com a NDIA, ressaltando que seus funcionários não são orientados a prestar informações falsas.
Funcionamento e responsabilidades
Trabalhadores relataram que prioridades de planos são filtradas pela liderança da Serco, não por pessoas treinadas em assistência social ou finanças. A fila de aprovação de mudanças de planos, por exemplo, é gerida pelos funcionários diretos da NDIA, segundo as falas recolhidas.
A reportagem aponta que casos de atraso no atendimento afetam pessoas vulneráveis. Em situações urgentes, como pedidos de financiamento para reparos de equipamentos, o público pode receber orientações inadequadas ou não obtém explicação clara sobre o status do pedido.
Condições, remuneração e impactos
A contratação de Serco para NDIA começou em setembro de 2024, com contrato de três anos e possibilidade de duas prorrogações de três anos. A empresa informou ter aproximadamente 1.200 colaboradores no centro de atendimento. Os salários iniciais citados por trabalhadores ficam em torno de 52.800 dólares anuais, inferior ao salário de muitos servidores públicos na mesma função.
Especialistas alertam que a terceirização não reduz necessariamente custos nem assegura equalização de qualidade de serviço. A diretiva sindical destaca que o atendimento ao público precisa ocorrer por funcionários da esfera pública adequadamente treinados e responsáveis.
Reações oficiais e perspectivas
Um porta-voz da Serco afirmou que a empresa oferece apoio essencial ao serviço público e trabalha em colaboração com a NDIA, negando que haja encaminhamentos incorretos por parte de seus profissionais. Já a NDIA comunicou que apenas o funcionalismo público com delegação apropriada pode agir sobre mudanças de prioridade nos planos.
O caso levanta discussões sobre o peso do outsourcing em serviços públicos. A representante sindical Beth Vincent-Pietsch criticou o modelo, defendendo que o atendimento a quem precisa de apoio do NDIA deve ocorrer por servidores públicos treinados, com responsabilidade e acompanhamento.
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