- Andy Burnham quer retornar a Westminster, mas só se convencido de que Keir Starmer não o bloqueará novamente.
- As relações entre Burnham e Starmer estariam tensas, o que reduz as chances de um desfecho rápido.
- Starmer justificou a decisão de impedir Burnham de disputar a byelection em Gorton e Denton, gerando críticas dentro do Labour.
- Starmer teria oferecido apoiar Burnham em uma candidatura no noroeste em 2027, mas a proposta não foi aceita.
- Enquanto começam as entrevistas para a vaga, aliados de Burnham reconhecem que a chance dele em Gorton ficou adiada ou descartada.
Andy Burnham, prefeito de Greater Manchester, continuará tentando retornar ao Parlamento, segundo aliados. Ele avaliaria disputar outra vaga em 2027, desde que haja garantia de apoio de Keir Starmer para não ser bloqueado novamente.
As conversas indicam que as chances de um retorno imediato são remotas. Fontes próximas ao governo apontam que a relação entre Burnham e Starmer está tensa e não há sinal de aproximação rápida.
Starmer defendeu a decisão de não permitir que Burnham disputasse a byelection de Gorton e Denton no mês que vem, movida para concentrar recursos em eleições locais e nacionais mais relevantes para o partido.
A liderança do Labour teria oferecido a Burnham a possibilidade de concorrer por uma vaga no noroeste da Inglaterra em 2027, em momento próximo ao fim do seu mandato como prefeito, quando a mudança no sistema eleitoral poderia favorecer o partido.
Essa proposta não foi aceita. Amigos próximos de Burnham afirmam que ele está, neste momento, desencorajado, pois teme outra rejeição e um novo desgaste político caso haja resistência semelhante.
Uma visão entre correligionários aponta que parlamentares do Labour deveriam ter atuado com mais firmeza para mantê-lo na disputa de Gorton e Denton, sob o argumento de que manter o atual percurso pode trazer fracasso eleitoral.
O grupo Tribune, formado por correntes de esquerda do Labour e apoiado por ex-ministros, manifestou preocupação com a decisão de bloquear Burnham, sugerindo que a medida favorece adversários internos e externos do partido.
Ainda antes da definição de candidaturas para a vaga, sinalizações internas indicam que a estratégia de Burnham para 2027 continua sob avaliação, com alguns apoiadores defendendo que ele poderia consolidar uma operação para o noroeste.
Starmer, que deixará o país para uma viagem à China e ao Japão, afirmou que a direção do NEC (comissão executiva) decidiu não abrir mão de Burnham, citando a necessidade de evitar eleições locais desnecessárias que consumam recursos.
Executivos próximos a Starmer tentam manter o foco em desafios políticos mais amplos, destacando a necessidade de unidade dentro do partido para enfrentar alegações de desorganização e desgaste.
A situação envolve não apenas Burnham e Starmer, mas também membros da ala suave do Labour, incluindo ex-ministros e chefes de comissões, que acompanham as implicações estratégicas para as próximas eleições.
O debate interno segue em curso enquanto a seleção de candidatos para o pleito de Gorton e Denton continua, e a direção do Labour busca manter recursos em frentes consideradas prioritárias para 2027.
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