- Azruddin Mohamed, 38 anos, foi eleito líder da oposição na Guiana, seis meses após formar o partido We Invest in Nationhood (Win), que se tornou a segunda maior força no parlamento.
- A eleição ocorreu enquanto ele enfrenta um pedido de extradição para os Estados Unidos, por supostas contrabandação de ouro e lavagem de dinheiro.
- O Win ficou com a segunda maior bancada no parlamento após 16 deputados do partido e mais um da sigla de bancada única votarem a seu favor.
- As sanções do Tesouro dos EUA, anunciadas no ano passado, o acusam de contrabandear mais de 10 mil quilos de ouro para os EUA e de evitar mais de 50 milhões de dólares em impostos; a família possuía empresas, imóveis e casas de câmbio, agora fechadas.
- A sessão parlamentar foi rápida e contou apenas com deputados da oposição, em meio a críticas sobre atraso na convocação de sessão; o presidente da casa disse estar em posição difícil ao nomear um fugitivo como líder da oposição.
Azruddin Mohamed, empresário guianês de 38 anos, foi eleito líder da oposição do país, mesmo enquanto aguarda decisão sobre extraditória para os EUA. A vitória ocorreu durante sessão relâmpago na Assembleia Nacional de Georgetown.
A eleição foi definida por 16 deputados do partido Win (We Invest in Nationhood) e mais um de uma bancada de mandato único. O Win tornou-se a segunda maior força no Parlamento, fortalecendo a posição de Mohamed diante do governo.
Mohamed e seu pai, Nazar Mohamed, são acusados nos EUA de exportação de ouro proibida e lavagem de dinheiro, em casos que remontam ao ano passado. As autoridades dos EUA também o apontam como responsável por evasão de impostos de mais de US$ 50 milhões.
Contexto político e tramitação judicial
A sessão ocorreu em meio a pressão de nações ocidentais e organizações da sociedade civil sobre o governo de Guyana. O objetivo era evitar atrasos na convocação de sessão parlamentar para a eleição da oposição.
Mohamed afirmou que é inocente até prova em contrário e disse estar pronto para servir o povo. O porta-voz da função legislativa, ao terminar a sessão, parabenizou o novo líder da oposição.
O processo de extradição segue em andamento na Justiça de Guyana, com a defesa argumentando que a eleição de Mohamed não interfere no esquema judicial. O caso tem gerado controvérsia sobre corrupção e influência no setor de petróleo do país.
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