- Fachin chamou de “filhofobia” as especulações sobre filhos de ministros advogados e defendeu transparência no código de ética para tribunais superiores.
- Ele citou ter uma filha advogada e questionou onde ela atua, ressaltando a necessidade de clareza sobre atuação profissional.
- A proposta encontra resistência de alguns ministros, mas a maioria é favorável, com ressalva de não ser o momento adequado por ser período eleitoral.
- Fachin se inspira na experiência alemã durante viagem a Hamburgo em 2012 e, desde a posse no STF e CNJ, tem defendido publicamente a medida.
- Em relação à Lava Jato, afirmou que houve corrupção grave e discutiu que a ética é uma infração anterior ao crime.
O presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, afirmou que especulações sobre filhos de ministros que são advogados configuram o que chamou de filhofobia. A declaração foi feita em entrevista ao jornal O Estado de S Paulo, publicada nesta segunda-feira, 26.
Fachin ressaltou a necessidade de transparência sobre a atuação profissional de filhos de ministros. Questionou onde atuam, em quais ações e em que termos, defendendo que tais informações devem constar no código de ética dos tribunais superiores.
A defesa da transparência enfrenta resistência de alguns ministros, que apontam a Lei Orgânica da Magistratura como suficiente para regular conduta. A maioria, no entanto, concorda com a importância da medida, mas entende que o momento político não é ideal devido ao período eleitoral.
Transparência e aspectos institucionais
Fachin mencionou que, desde o início de sua atuação na Corte, busca promover mudanças culturais internas. Ele lembrou ainda a Lava Jato como exemplo de impacto ético e destacou que a reforma visa fortalecer padrões de conduta pública e privada no Judiciário.
A ideia é inspirada por experiências internacionais, incluindo modelos observados na Alemanha. A proposta vem sendo discutida com colegas de Corte desde a atuação de Fachin como presidente, iniciada em 2015. O debate foca na prevenção de conflitos entre função pública e atuação profissional de familiares de magistrados.
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