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Funcionários de Trump propagam mentiras após tiroteio fatal de Alex Pretti

Funcionários da gestão Trump divulgam versões contestadas sobre a morte de Alex Pretti, mesmo com vídeos que indicam desarme antes do disparo

Kristi Noem speaks during a news conference at Federal Emergency Management Agency headquarters on Saturday in Washington DC.
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  • Após o tiroteio que tirou a vida de Alex Pretti, autoridades da administração Trump divulgaram declarações afirmando que o suspeito tentou desarmar, resistiu e que o agente atirou em defesa.
  • Vídeos do ocorrido mostraram Pretti com o telefone na mão, sem arma, sendo dominado por agentes antes de ser baleado; as alegações oficiais sobre a intenção de Pretti não foram comprovadas na época.
  • Em posts e declarações públicas, oficiais federais e assessores destacaram a suposta intenção de Pretti de causar danos, o que contrasta com as imagens disponíveis e com informações de autoridades locais.
  • A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, conduziu uma coletiva de imprensa afirmando que o tiroteio ficou dentro do esperado e seria investigado, enquanto a cobertura inicial gerava questionamentos sobre a veracidade das informações apresentadas.
  • O governador de Minnesota, Tim Walz, contestou as primeiras versões oficiais, enfatizando a necessidade de aguardar evidências e apontando que as primeiras mensagens não refletiam os fatos observados nas imagens.

As informações indicam que Alex Pretti, enfermeiro de UCI em Minneapolis, foi morto por oficiais federais após uma intervenção de fiscalização. O incidente ocorreu na cidade e envolveu agentes de segurança nacional, que diziam ter agido para defender a integridade de operações em andamento.

Na sequência do ocorrido, representantes do governo federal divulgaram versões que apresentavam Pretti como uma ameaça, alegando que o homem teria resistido e buscado desarmar agentes. Testemunhas mostraram vídeo em que Pretti não empunha arma, apenas segura um telefone.

O material de vídeo mostra médicos socorrendo o ferido enquanto agentes o imobilizam com spray de pimenta. As primeiras declarações oficiais mencionavam resistência violenta e intenção de causar danos a agentes.

Declarações oficiais e contradições

Às 12h30, uma assessora da pasta de Segurança Interna informou que houve tentativa de desarme e que o disparo foi defensivo. A narrativa inicial também destacou que Pretti possuía duas balas no carregador e não tinha identificação.

Às 13h39, um assessor sênior da Casa Branca publicou mensagens apontando que houve uma tentativa de assassinato contra agentes federais, associando a uma suposta responsabilização do lado oposicionista. Posteriormente, comentários enfatizaram que Pretti não foi visto com uma arma.

Às 14h14, o comando de fronteira assegurou que Pretti teria se aproximado com uma arma para massacrar agentes, alegando resistência, o que foi contestado por autoridades locais mais tarde com base em dados oficiais. Não há confirmação de envolvimento anterior do suspeito com ações criminosas.

Reações locais e avaliação preliminar

As autoridades de Minnesota contestaram alegações sobre o histórico de Pretti e o classificaram como uma pessoa sem ligações a crimes relevantes no estado. O governo estadual pediu cautela na avaliação inicial, destacando a necessidade de investigação rigorosa.

Noen, secretária de Segurança Interna, destacou em coletiva que o tiroteio foi justificado pela necessidade de proteger a vida de oficiais, e afirmou que a apuração seguirá o protocolo de todos os casos envolvendo agentes. Ela ressaltou a importância de esclarecer os fatos por meio de evidências.

O governador de Minnesota, Tim Walz, pediu calma e alertou para evitar julgamentos precipitados, ressaltando que há diferentes ângulos a serem examinados e que as informações estão em desenvolvimento. Ele reiterou que a veracidade deve orientar a apuração.

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