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INSS anuncia prorrogação do prazo para ressarcimentos

INSS prorroga prazo para devolução de descontos indevidos até 20 de março; 6,2 milhões abriram reclamação, 4,2 milhões aderiram e 2,8 bilhões já devolvidos

Gilberto Waller Junior, presidente do INSS. (Foto: Rafael Carvalho/INSS)
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  • O prazo para requerer a devolução de descontos indevidos no INSS foi prorrogado de 26 de fevereiro para 20 de março.
  • A prorrogação ocorreu devido a problemas de sistema na semana anterior e paralisação dos sistemas da Dataprev entre 28 e 30 de mês.
  • 6,2 milhões de pessoas abriram reclamação; 4,2 milhões aderiram ao acordo, com cerca de R$ 2,8 bilhões já devolvidos.
  • Ainda há 800 mil pessoas aptas a aderir ao acordo; adesão pode ser feita em agências dos Correios ou pelo aplicativo Meu INSS, com o dinheiro chegando em até três dias após adesão.
  • A fraude no INSS resultou na Operação Sem Desconto, com ao menos 18 prisões e queda do ministro da Previdência Carlos Lupi; Lula determinou reaver valores via bloqueios, e o Congresso acompanha via Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.

Gilberto Waller Junior, presidente do INSS, informou que o prazo para solicitar a devolução de valores descontados indevidamente será prorrogado. O período, antes até 26 de fevereiro, passa a seguir até 20 de março. A prorrogação ocorreu após problemas no sistema e paralisações da Dataprev programadas para 28 a 30 de fevereiro, para evitar prejuízos aos beneficiários.

Segundo Waller, a revisão envolve números já apurados na semana anterior. Do total de 6,2 milhões de pessoas que abriram reclamação, 4,2 milhões aderiram ao acordo. O montante devolvido soma cerca de R$ 2,8 bilhões. Ainda há 800 mil pessoas aptas a aderir ao acordo pela agência dos Correios ou pelo aplicativo Meu INSS, com promessa de rapidamente transferir o dinheiro.

Paralelamente, a reportagem destaca a operação que revelou fraude no INSS. Denominada Sem Desconto, a ação prendeu ao menos 18 pessoas, entre políticos e empresários, provocando a queda de Carlos Lupi do Ministério da Previdência Social. Wolney Queiroz assumiu o cargo.

O governo informou que o dinheiro devolvido deve ser recuperado aos cofres públicos por meio de bloqueios direcionados aos envolvidos. A mobilização inclui o Congresso, com uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito em funcionamento.

A CPI apura informações envolvendo o esquema. Parlamentares de oposição cobram o depoimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, citado nas investigações da Polícia Federal. O objetivo é esclarecer envolvimentos e responsabilidades no caso.

A Gazeta do Povo informou que entrou em contato com os citados na reportagem e mantém espaço aberto para manifestações. O portal destaca que as apurações seguem em curso, com desdobramentos ainda esperados.

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