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O ‘Reset’ do ministro: Lula aconselha Toffoli a  reescrever sua história

Coluna de Lauro Jardim relata almoço na Granja do Torto com participação de Fernando Haddad; atuação do relator no STF motivou representações e pedido de impeachment no Senado.

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Foto: Reprodução
  • O presidente Lula reuniu-se com o ministro Dias Toffoli, do STF, no início de dezembro, na Granja do Torto, para tratar do Banco Master.
  • O encontro, fora da agenda oficial, ocorreu logo após Toffoli decretar sigilo absoluto sobre o processo envolvendo a instituição; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também participou do almoço.
  • Segundo o jornal, Toffoli explicou a Lula as complexidades do caso e o funcionamento de Daniel Vorcaro, controlador do banco.
  • Apesar da conversa, a postura de Toffoli não sinalizou mudanças; ele chegou a tentar marcar novo encontro com Lula para o início de fevereiro, sem resposta.
  • O caso gerou seis representações contra Toffoli em diferentes órgãos; STF mantém defesa de atuação regular e as contestações seguem em análise.

O presidente Lula criticou a conduta do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master. Segundo informação da coluna Lauro Jardim, de O Globo,  o ministro e o presidente se reuniram em um almoço no início de dezembro, na Granja do Torto. O colunista também afirmou que o almoço não constava na agenda oficial. A reunião também teve a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.O encontro ocorreu no mesmo período em que Toffoli determinou um regime mais rígido de sigilo em procedimentos ligados ao caso e centralizou a tramitação no STF, medida que passou a ser chamada nos bastidores de “sigilo master”.

Fontes da coluna relataram que Haddad apresentou detalhes sobre a dinâmica das operações atribuídas ao grupo do controlador Daniel Vorcaro. Os relatos confirmam que o ministro sinalizou  que não pretende mudar de postura após a reunião. 

Representações e contestação à condução do caso

A atuação de Toffoli no caso motivou seis representações encaminhadas a instâncias como Procuradoria Geral da República, Conselho Nacional de Justiça e Senado. As ações questionam decisões tomadas desde a liquidação do Banco Master.

No Senado, parlamentares protocolaram pedido de impeachment contra Toffoli, apontando a condução do chamado Caso Banco Master como fundamento do requerimento.

Posição do STF e próximos passos

O presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota em defesa da atuação de Toffoli e afirmou que a conduta do relator é regular. O presidente alega que  eventuais contestações a atos processuais devem ser discutidas pelo tribunal após o recesso.

A coluna de Lauro Jardim também relata que Toffoli buscou marcar um novo encontro com Lula no início de fevereiro, mas não obteve retorno.

 Operação Compliance Zero: entenda o caso envolvendo o Banco Master:

Com a liquidação extrajudicial do Banco Master decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025 e a liquidação da gestora Reag em 15 de janeiro de 2026, o caso avançou do campo regulatório para uma etapa de maior pressão institucional. 

No âmbito criminal, a Operação Compliance Zero entra em fase mais sensível com a quebra de sigilos autorizada em 6 de janeiro e tornada pública após a retirada do sigilo por decisão divulgada pelo STF em 16 de janeiro de 2026. 

A partir daqui, a apuração passa a depender da análise do material reunido e das próximas decisões judiciais e administrativas, enquanto os citados no inquérito mantêm o direito de apresentar suas versões e defesas.

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