- STF continuará investigando o caso Master enquanto Toffoli for relator, com ministros e investigadores avisando sobre o risco de novas informações negativas para o magistrado.
- Fachin afirmou ter maioria para adotar código de conduta dos ministros, mas não há clima para aprová-lo neste ano eleitoral, mesmo entre os que apoiam a medida.
- Mesmo com a possível adoção do código, ministros dizem que ele resolve crises futuras, não a atual, que persiste enquanto Toffoli permanecer no caso e tentar controlar as investigações.
- PF fará oito depoimentos nesta segunda e terça-feira no STF, para esclarecer conhecimento dos investigados sobre carteiras de crédito fraudulentas do Master e do BRB.
- O dono do Master, Daniel Vorcaro, disse que as carteiras não eram irregulares, mas foi obrigado a recomprá-las por determinação do Banco Central, que já aponta que as carteiras não tinham lastro.
O STF manterá a condução do caso Master sob a relatoria de Dias Toffoli, em meio a tensões internas e ao risco de revelação de novidades negativas para o magistrado. A avaliação é de ministros e investigadores, que veem o desfecho dependente do andamento das investigações.
Fachin afirmou ao Estadão que há maioria favorável a adotar um código de conduta para os ministros, mas reconheceu que não há clima para aprovar a norma neste ano eleitoral. Mesmo entre quem apoia a medida, a aprovação fica complexa durante o pleito.
Segundo levantamento interno, o código poderia evitar crises futuras, mas não resolveria o atual. O clima permanece de resistência enquanto Toffoli permanecer relator e tentar, segundo interlocutores, manter maior controle sobre o inquérito.
Depoimentos e cronograma da PF
A PF tem eight depoimentos marcados para esta segunda e terça-feira no STF, na fase investigativa do caso Master e do BRB. A agenda ocorre no mesmo tribunal, reiterando a centralidade do STF no inquérito.
Em depoimentos anteriores, Toffoli encaminhou perguntas preparadas para a delegada Janaína Palazzo, o que gerou controvérsia sobre a independência da delegada. Palazzo aceitou apenas perguntas com o lembrete de que não eram dela, e sim do relator.
Caso a postura de Toffoli se repita, será visto como tentativa de ampliar o controle sobre as investigações, além da supervisão judicial. Analistas apontam que a solução mais adequada seria a transferência do inquérito à Justiça Federal.
Investigações e operações
Os depoimentos envolvem oito investigados do Master e do BRB, com foco em conhecimento de carteiras de crédito fraudulentas que poderiam gerar prejuízos ao Banco de Brasília. A PF busca esclarecer a origem e o uso dessas carteiras.
O dono do Master, Daniel Vorcaro, afirmou que as carteiras não eram irregulares, mas reconheceu ter sido compelido a recomprá-las por decisão do Banco Central. Não houve confirmação de irregularidades por Vorcaro.
Dados operacionais indicam, segundo a autoridade, que as carteiras não tinham lastro real, não configurando empréstimos legítimos, mas sim instrumentos para operações fraudulentas. O objetivo seria simular capacidade de honrar compromissos do banco.
Dias Toffoli viajou em avião particular com advogado do Master, conforme registro de imagem atribuída. A situação é citada como elemento de controvérsia sobre o papel do relator nas investigações.
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