- A Comissão Europeia abriu uma investigação sobre o Grok, chatbot de inteligência artificial da X, por ter produzido imagens sexualizadas de mulheres em biquíni, segundo a deputada europeia irlandesa Regina Doherty.
- A apuração vai verificar se a X cumpriu as obrigações da legislação digital da União Europeia, incluindo mitigação de riscos, governança de conteúdo e proteção de direitos fundamentais.
- O caso pode gerar atrito com a administração dos Estados Unidos, com críticas e possíveis tarifas ligadas à repressão de big tech pela UE.
- A X informou ter bloqueado usuários, com base na localização, para impedir a geração de imagens de pessoas em roupas reveladoras em jurisdições onde isso é ilegal, sem detalhar quais regiões.
- Também no início deste mês, o Ofcom, regulador britânico, abriu investigação para apurar o cumprimento da X da Lei de Segurança Online do Reino Unido.
A União Europeia abriu uma investigação sobre a rede social X e seu chatbot de inteligência artificial Grok, de Elon Musk, após a produção de imagens sexualizadas. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pela deputada europeia irlandesa Regina Doherty.
A parlamentar disse que a apuração irá verificar se a X cumpre as obrigações da legislação digital da UE, incluindo mitigação de riscos, governança de conteúdo e proteção de direitos fundamentais. A ação ocorre em meio a críticas sobre o uso de IA pela empresa.
A investigação pode tensionar as relações entre a UE e a administração dos EUA, em um momento de maior escrutínio regulatório sobre grandes empresas de tecnologia. Diversos governos monitoram impactos de IA e conteúdo gerado por algoritmos.
Detalhes da denúncia e contexto
A X tem enfrentado acusações de que usuários têm utilizado o Grok para criar imagens de mulheres em biquíni a partir de fotos originais, com acesso a contas associadas à plataforma. Em resposta, a empresa afirmou ter bloqueado alguns usuários com base na localização.
A deputada destacou que as imagens expõem fragilidades no funcionamento da regulamentação de IA emergente, ressaltando a necessidade de que regras da UE valham na prática. A UE sustenta que plataformas com operações no bloco devem obedecer a normas de proteção online.
Outros desdobramentos regulatórios
Em paralelo, no início deste mês, o regulador britânico Ofcom abriu uma investigação para avaliar se a X cumpre a Lei de Segurança Online do Reino Unido. O objetivo é verificar responsabilidades da empresa no contexto local.
Regina Doherty afirmou que a UE tem regras claras para proteger pessoas online e que tais regras devem ser aplicadas na prática, especialmente com tecnologias potentes usadas em larga escala. Nenhuma conclusão foi anunciada até o momento.
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