- O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter a prisão do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, nesta terça-feira, 27.
- Antunes é um dos investigados na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios do INSS.
- Ele está preso desde setembro do ano passado no presídio da Papuda, em Brasília.
- A apuração aponta que Antunes operava empresas de fachada para desviar mensalidades de associações de aposentados; a PF apreendeu carros de luxo em endereços ligados a ele.
- Em depoimento à CPMI do INSS, Antunes negou participação nos desvios e disse que vai entregar documentos para comprovar a legalidade de suas atividades.
O ministro André Mendonça, do STF, decidiu manter a prisão do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A decisão foi tomada nesta terça-feira 27. Ele permanece preso no presídio da Papuda, em Brasília, suspeito de envolvimento em descontos ilegais em benefícios do INSS. A operação é conduzida pela Polícia Federal.
Antunes é alvo da Operação Sem Desconto, deflagrada no ano passado para investigar descontos indevidos de mensalidades de associações de aposentados nos benefícios do INSS. A PF apreendeu bens de luxo, como BMW e Porsche, em endereços ligados ao empresário.
Segundo as investigações, Antunes atuava com empresas de fachada para desviar as mensalidades pagas irregularmente por associações de aposentados. A prisão de setembro do ano passado foi mantida pela Justiça Federal.
Durante depoimento à CPMI do INSS, no ano passado, o empresário negou participação nos desvios. Ele informou que pretende entregar documentos à Polícia Federal para comprovar a legalidade de suas atividades.
Desdobramentos da investigação apontam para novas diligências em endereços ligados a Antunes e a apurações sobre a cadeia de controle das associações de aposentados envolvidas. A PF não divulgou novos detalhes até o momento.
Desdobramentos na investigação
A Justiça continua avaliando pedidos de habeas corpus e eventuais relaxamentos de prisão. A defesa afirma que há documentos a serem apresentados para esclarecer a atuação do empresário.
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