- O comandante Gregory Bovino da Patrulha de Fronteira deve deixar Minneapolis na terça-feira, conforme o redesenho da liderança da operação de imigração.
- Bovino teria sido despojado do título criado de “comandante em chefe” (commander at large) e retornaria ao cargo anterior de chefe de patrulha na região de El Centro, Califórnia.
- O presidente Donald Trump enviou Tom Homan, conhecido como “border czar”, para supervisionar as operações em Minneapolis, em uma operação chamada Metro Surge.
- A saída de Bovino ocorre após um segundo tiroteio fatal envolvendo agentes federais; houve protestos em frente ao hotel onde muitos acreditavam que ele estaria.
- O Departamento de Segurança Nacional negou a demissão de Bovino, dizendo que ele não foi removido de suas funções, enquanto alguns agentes começam a deixar a cidade.
Gregory Bovino, comandante da Border Patrol, deve deixar Minneapolis nesta semana, em meio a mudanças na condução da operação federal de imigração. A saída ocorre após o segundo tiroteio fatal envolvendo agentes e faz parte de uma reestruturação anunciada pela administração de Donald Trump.
Um alto funcionário da administração declarou que o 55 anos, figura de destaque na linha de frente de políticas de imigração, deixará Minnesota acompanhado de parte do contingente que o acompanhava. Pessoas familiarizadas com o assunto disseram ainda que Bovino foi privado do título criado para ele de comandante at large e retornará ao cargo anterior de chefe de setor em El Centro, na fronteira dos EUA com o México, na Califórnia.
Donald Trump informou, na segunda-feira, que designou Tom Homan, conhecido como o “czar da fronteira”, para supervisionar as operações em campo em Minnesota, em uma estrutura chamada Operation Metro Surge, com reporte direto ao presidente. A mudança busca transformar a estratégia após os incidentes fatais ocorridos recentemente no estado.
Mudança de liderança e contexto
Antes do anúncio de demissão, Bovino era visto como rosto público da atuação de campo da política de imigração da administração. Seu estilo agressivo de promoção de operações de deportação gerou críticas de democratas e de defensores de direitos civis. Fontes próximas à DHS indicaram que a retirada não afeta formalmente todos os cargos, mas altera a liderança no terreno.
A DHS negou publicamente a versão de que Bovino havia sido removido de suas funções, após boatos veiculados por redes sociais e veículos de divulgação conservadores. A assessoria reiterou que o militar continua em atividade, com participação relevante na equipe, conforme declarações anteriores da pasta.
Fora do ambiente institucional, protestos começaram a se concentrar diante de um hotel em que Bovino seria visto, com manifestantes exibindo apitos, panelas e instrumentos sonoros. Os agentes de policiamento acompanharam a movimentação para manter a segurança na área.
Desdobramentos e próximos passos
Após o telefonema de Trump com o governador de Minnesota e o prefeito de Minneapolis, as autoridades locais informaram que agentes federais deverão deixar a cidade aos poucos, à medida que a operação de campo é reestruturada. Frey afirmou que se reuniria com Homan para alinhar a saída de parte do efetivo.
A imprensa mencionou que Bovino atuou como peça central da estratégia de repressão a imigrantes, com presença marcante em vídeos de divulgação quase cinematográfica. A expectativa é de que parte da equipe retorne à Califórnia, de onde atuavam em setores de fronteira diversas regiões do país.
A cobertura também destacou que Bovino enfrentou contestação jurídica anterior, relacionada a alegações sobre conduta profissional. Diversos pontos passaram a compor o quadro de mudanças em curso, com impactos sobre a atuação das forças federais na região.
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