- A banda Deacon Blue disse estar “apavorada” com o uso da música Dignity por Malcolm Offord, novo líder da Reform UK na Escócia, em seu primeiro discurso importante.
- Offord citou trechos da canção, dizendo ser uma de suas favoritas e conectando a letra à sua trajetória de vida, de origem humilde ao sucesso financeiro e à compra de veleiros.
- O discurso ocorreu em Perth, na Austrália, durante uma turnê da banda, três meses antes das eleições de Holyrood em que a Reforma UK espera vencer até dezoito cadeiras.
- A banda afirmou que, embora a música possa ser ouvida e apreciada, é deplorável utilizá-la para apoiar uma retórica considerada venenosa e contrária ao que a canção e a banda defendem.
- Offord disse que as letras capturam a essência da Escócia e que quer que as pessoas trabalhem, poupem e realizem seus sonhos; a banda expressou a esperança de que Offord e seu partido sejam derrotados pelas urnas.
Deacon Blue afirmou estar apavorado com a utilização de uma de suas músicas para fins de campanha. O líder escocês da Reform UK citou trechos de Dignity em seu primeiro discurso como chefe do partido na Escócia, três meses antes das eleições de Holyrood.
A banda, que está em Perth, Austrália, em turnê de divulgação do novo álbum The Great Western Road, disse que a canção tem significado próprio e não deve sustentar uma agenda política. Segundo eles, liberar uma obra para defender ideologias contrárias ao espírito da música é prejudicial.
Offord, reformulado como líder escocês da Reform UK, descreveu Dignity como uma das favoritas e citou a jornada pessoal que a música retrata, incluindo origem humilde, carreira no City de Londres e conquista de bens, como parte de sua mensagem de trabalho e ambição.
Reação da banda
Deacon Blue destacou que a liberação pública de letras pode gerar interpretações diversas, mas ressaltou que usar a canção para apoiar campanhas é incompatível com o que a banda defende. A posição foi comunicada de imediato pela banda após o discurso.
Ricky Ross, frontman do grupo, enfatizou que a linguagem de rejeição a imigrantes e a demonização de pessoas em busca de refúgio contrasta com o sentido da música. A banda reafirmou a importância de compreender o impacto da associação entre arte e política.
Offord não respondeu aos pedidos de comentário até o momento.
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