- Eleanor Holmes Norton, 88 anos, deputada não votante do Distrito de Columbia, anunciou que não disputará novo mandato no Congresso.
- Eleita em 1990, Norton ficou conhecida por usar ao máximo os poderes restritos da delegada para apresentar projetos e votar em comissões, mas sem direito a voto na Câmara.
- Seu objetivo principal sempre foi a statehood para Washington, DC, que tem cerca de 700 mil habitantes e três votos federais, mas sem representação plena na Câmara e no Senado.
- Em 2021, a Câmara aprovou um projeto para tornar a maior parte de DC o 51º estado; o Senado, contudo, não deu apoio.
- Nos últimos meses, surgiram dúvidas sobre sua aptidão para seguir no cargo; em 2025 enfrentou uma primária e a NBC Washington informou que um relatório policial descreveu “estágio inicial de demência” após ela ter perdido dinheiro em golpe.
Eleanor Holmes Norton, representante da/DC sem direito a voto na Câmara, anunciou nesta terça que não buscará novo mandato. A democrata de 88 anos afirma encerrar o mandato ao fim deste período.
Norton chegou à Câmara em 1990, tornando-se conhecida por usar ao máximo o poder limitado de uma das seis delegadas sem voto. Ela defendeu com vigor políticas para DC e tentou frear a intervenção federal nos assuntos locais.
A pauta principal sempre foi a statehood de Washington DC, cidade com cerca de 700 mil habitantes e três votos presidenciais, mas sem representação com voto no Senado ou na Câmara. O tema domina a política local.
Em 2021, a Câmara aprovou projeto para tornar a maior parte de DC o 51º estado; o Senado, porém, não teve apoio suficiente para avançar. Norton permaneceu como defensora constante da proposta.
Nos últimos meses, surgiram perguntas sobre a aptidão de Norton para seguir no Legislativo. Ela passou a ler pareceres preparados em comissões, após ser conhecida por falar com fôlego firme.
Em 2025, houve desafio de uma candidata à primária, e a NBC Washington informou que um boletim policial citou estágios iniciais de demência após a congressista sofrer golpe financeiro de mais de US$ 4,4 mil.
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