- Um ano após o lançamento, o programa Golden Dome teve pouco progresso visível e ainda enfrenta disputas técnicas sobre componentes espaciais.
- O projeto tem 25 bilhões de dólares disponíveis, mas grande parte ainda não foi gasta, com decisões-chave sobre a arquitetura espacial adiadas.
- Segundo autoridades, a arquitetura foundational já está estabelecida, mas os detalhes ainda são classificados e dependem de decisões futuras.
- Foram concedidos, desde novembro, contratos pequenos de cerca de 120 mil dólares a fornecedores como Northrop Grumman, True Anomaly, Lockheed Martin e Anduril para protótipos.
- A relação com Groenlândia e o papel dela no sistema é disputada, com autoridades afirmando que a ilha não faz parte da arquitetura proposta; a meta de implementação para 2028 pode não ser atingida.
O lançamento da iniciativa de defesa antimíssil Golden Dome, anunciada pelo presidente Donald Trump, completa um ano sem avanços visíveis significativos. O objetivo é criar, até 2028, um sistema nacional de defesa que combine defesa terrestre com elementos espaciais. O projeto recebeu uma verba de 25 bilhões de dólares.
No primeiro ano, o programa enfrentou disputas técnicas e dúvidas sobre a arquitetura baseada no espaço, o que atrasou decisões-chave. Autoridades disseram que o dinheiro está disponível, mas grandes liberações dependem de acordos sobre os componentes centrais. A avaliação de viabilidade segue em andamento.
Segundo dois representantes do governo, a definição da arquitetura ainda não terminou e o processamento financeiro em grande escala não começou. Ainda assim, as verbas poderão ser liberadas nos próximos dias após decisões cruciais.
Debates sobre a arquitetura espacial
A ideia é ampliar defesas já existentes com mísseis interceptor, sensores e sistemas de comando e controle, acrescentando elementos espaciais experimentais para detectar, rastrear e possivelmente neutralizar ameaças vindas do espaço. Dispositivos ainda estão em discussão e podem incluir redes de satélites e capacidades anti-satélite.
Atrasos são parcialmente atribuídos a debates internos sobre equipamentos espaciais classificados. Executivos de defesa sugerem que tratam de padrões de comunicação e possibilidades de capacidades anti-satélite, o que levanta questionamentos sobre compatibilidade com uma defesa antimíssil.
Progresso das etapas iniciais
A Space Force já realizou contratos de menor valor, anunciados em novembro, para desenvolver protótipos de defesa antimísseis em competição. Entre as empresas envolvidas estão Northrop Grumman, True Anomaly, Lockheed Martin e Anduril, com contratos de cerca de 120 mil dólares cada. Essas ações representam os primeiros passos tangíveis do programa, que Trump estima alcançar em grande escala.
Desde dezembro, houve, pelo menos, uma reunião informativa classificada para empresas de defesa sobre a arquitetura, segundo fontes. Especialistas apontam que o projeto dificilmente ficará pronto até 2028 e que avanços deverão ocorrer ao longo dos próximos anos.
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