- O ministro Edson Fachin, presidente do STF, é alvo de críticas de pares após entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
- Internamente, há a avaliação de que ele não consegue abrir espaço para o reequilíbrio entre os ministros nem para o STF ganhar tração diante do escrutínio público.
- Fachin tem promovido reuniões com pequenos grupos de colegas para discutir diálogo e ação colegiada, mas declarações sobre um código de conduta já sinalizado para ficar em gavetas enfraqueceram o esforço.
- Um ministro classificou a atuação de Fachin como “errática” e “inconfiável”, dizendo que ele age como se mandasse o tribunal aos leões sob a pressão midiática.
- A fonte destaca que Fachin, que deveria coordenar pautas entre iguais, pode acabar contribuindo para a paralisação de agenda e para o enfraquecimento da governança do semestre.
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, enfrenta críticas internas após conceder entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. A avaliação entre colegas é de que os métodos do magistrado aumentaram a insatisfação de uma ala da corte. A repercussão ocorre em um momento de intenso escrutínio público sobre o STF.
Fachin tem promovido encontros com pequenos grupos de seus oito colegas em busca de diálogo e ação colegiada. No entanto, as declarações e a insistência em discutir, de forma vista como suprindo a pauta de forma restrita, um código de conduta já conhecido como improvável de avançar neste primeiro semestre, prejudicaram o esforço de reconciliação entre os ministros.
Repercussões internas
Um ministro descreveu a atuação do presidente como “errática” e “inconfiável”, citando o risco de submeter o tribunal a pressão midiática, especialmente em relação ao caso Master. A mesma fonte afirma que Fachin parece perder de vista o papel de coordenador entre iguais, o que pode comprometer a governança dos trabalhos neste semestre.
A perspectiva entre alguns colegas é de que há uma chance real de que a pauta criada pelo presidente não avance ou permaneça estagnada. A preocupação é que esse cenário comprometa a coordenação necessária para sustentar o fluxo de votações e decisões do tribunal nos próximos meses.
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