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Fachin sinaliza que pode atuar em relação a Toffoli quando for necessário

Fachin afirma que atuará no caso Master quando for necessário, após apontar atos não jurisdicionais envolvendo Toffoli e Vorcaro e manter avaliação colegiada

Fachin fala do caso Toffoli com reservas, mas pontua que pode agir, caso necessário. (Foto: Gustavo Moreno/STF; Gustavo Moreno/STF)
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  • O presidente do STF e CNJ, Edson Fachin, disse que as ligações entre o ministro Dias Toffoli e Daniel Vorcaro dizem respeito a atos não jurisdicionais e que atuará “quando for necessário”.
  • Fachin afirmou que não pode antecipar juízo sobre circunstâncias que serão apreciadas pelo colegiado e que, se necessário, não vai cruzar os braços.
  • O caso envolve o resort Tayayá, ligado ao fundo do cunhado de Vorcaro, e críticas a decisões de Toffoli na relatoria do Processo Master, incluindo escolha de peritos e envio de provas à sede do STF.
  • Fachin lembrou que Toffoli tornou-se relator do caso Master por sorteio e descreveu o procedimento para eventual afastamento ou discordância, a ser decidido pela segunda turma.

O presidente do STF e do CNJ, Edson Fachin, afirmou que as ligações entre o ministro Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dizem respeito a atos não jurisdicionais. Mesmo assim, ele disse que pode atuar quando necessário. A declaração foi publicada pelo jornal O Globo nesta terça-feira.

O caso envolve o resort Tayayá, fundado pela família de Toffoli, e a venda de partes do empreendimento em um fundo ligado ao cunhado de Vorcaro. A polêmica envolve decisões vistas como atípicas, como a escolha de peritos e o envio direto de provas à sede do STF, sem passagem pela PF.

Fachin relembrou que Toffoli chegou à relatoria do caso Master por sorteio, o que tem gerado críticas sobre distribuição por prevenção. Esse fenômeno ocorre quando casos relacionados já ocupam a pauta de outros ministros. O tema também envolve discussões sobre a atuação do colegiado.

Sobre o procedimento para decidir a permanência de Toffoli na relatoria, Fachin explicou que irregularidades devem ser apreciadas pelo colegiado competente. Se houver recurso, a matéria será levada ao órgão correspondente, que definirá, com base nas razões apresentadas pelo relator.

O Banco Master virou alvo de investigações da Operação Compliance, conduzida pelo Banco Central. A fase atual apura fraudes no sistema financeiro, incluindo supostas carteiras de crédito infladas. A instituição chegou a oferecer investimentos com juros superiores ao CDI, números apontados pela investigação.

Segundo apuração, a relação entre o banco e Vorcaro envolve estruturas societárias ligadas a familiares do ministro, em um contexto de controvérsia sobre a transparência das decisões judiciais envolvendo o caso Master. Os desdobramentos dependem da atuação do STF e do CNJ.

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