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Fator Master atribui à saída de Lewandowski tom de fuga

Fator Master dá à saída de Lewandowski do Ministério da Justiça contornos de fuga, com remuneração mensal de R$ 250 mil à família Lewandowski e R$ 3,6 milhões ao escritório de Viviane Barci

O presidente Lula em cerimônia com o ministro Ricardo Lewandowski
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  • Lewandowski deixou o Ministério da Justiça em janeiro de duas mil e vinte e seis, mantendo o vínculo do seu escritório com o Master por mais tempo e recebendo remuneração mensal de 250 mil reais para sua esposa e filho.
  • O contrato com o Master foi mantido após a ida de Lewandowski ao governo, graças a indicação de Jaques Wagner, e só foi rompido em agosto de 2025.
  • Em paralelo, o Banco Central vetou a compra do Master pelo BRB; pouco tempo depois, o Master foi liquidado e Vorcaro foi preso pela Polícia Federal, sob coordenação de Lewandowski.
  • O escritório administrado pela doutora Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, recebia 3,6 milhões de reais em remuneração do Master.
  • O conjunto de fatos envolve relações entre o ex-ministro, o Master e o casal Barci, com impactos econômicos relevantes para o grupo envolvido.

Ricardo Lewandowski deixou o Ministério da Justiça em janeiro de 2026, após quase dois anos no cargo. A saída ganhou contornos de fuga para muitos, sobretudo com a revelação de que o seu escritório de advocacia manteve vínculo financeiro significativo com o Master, conforme apuração recente.

O contrato com o Master foi mantido mesmo após Lewandowski aceitar o convite de Lula para ingressar ao governo em janeiro de 2024. Na época, o ex-ministro informou que se desvincularia do escritório e pediu a suspensão do registro na Ordem dos Advogados do Brasil, mas o vínculo com o Master não foi encerrado imediatamente.

O escritório, administrado pela esposa de Lewandowski, Yara, e pelo filho, Enrique, estendeu a assessoria ao Master por mais de um ano após a posse na Justiça. O rompimento ocorreu apenas em agosto de 2025. Em seguida, o Banco Central vetou a compra do Master pelo BRB, e, três meses depois, o Master foi liquidado, com Vorcaro preso pela Polícia Federal, sob supervisão de Lewandowski.

Segundo a apuração, os pagamentos ao Master foram substanciais: a família Lewandowski recebia remuneração mensal de aproximadamente R$ 250 mil, enquanto o Master pagava cerca de R$ 3,6 milhões ao escritório administrado por Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes. A soma dos valores alimenta dúvidas sobre a relação entre o passado institucional de Lewandowski e os negócios do Master.

Especialistas destacam que a continuidade do vínculo, mesmo após a mudança de status do ex-ministro, dificulta a compreensão do afastamento definitivo das relações com Vorcaro. A análise aponta que a existência de contratos anteriores pode ter influenciado a percepção pública sobre o distanciamento entre o ex-autoridade e os desdobramentos do Master.

A conjuntura envolve questões de ética e transparência, num momento em que o cenário político demanda clareza sobre negócios entre figuras públicas e entidades ligadas ao setor financeiro. As informações destacam a necessidade de apuração rigorosa para esclarecer possíveis conflitos de interesse e a natureza dos pagamentos efetuados.

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