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Filho de Maduro diz não haver planos de eleição presidencial na Venezuela

Filho de Maduro afirma que não há plano de eleições na Venezuela; Justiça não reconhece ausência temporária e não há prazo em curso

Maduro foi levado aos EUA vendado. Ele ficou preso em Nova York, onde também será levado ao tribunal. Foto: HANDOUT / US President Donald Trump's TRUTH Social account / AFP
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  • Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente deposto, afirmou que não há plano de declarar ausência temporária nem marcar eleições na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
  • A Constituição prevê que, em caso de ausência temporária, a vice-presidente assume o poder por 90 dias, prorrogáveis; porém a Suprema Corte classificou a situação como “sequestro” e não reconhece prazo.
  • Em 3 de janeiro, a decisão da Corte remeteu o controle do país à vice-presidente Delcy Rodríguez, sob o argumento de ausência forçada, termo não existente na lei.
  • Maduro Guerra disse à AFP que não há ausência temporária nem prazo em curso, reforçando que não haverá eleições.
  • O casal Maduro foi capturado em operação dos EUA, com bombardeios em Caracas e outras regiões; eles enfrentam julgamento em Nova York por tráfico de drogas.

A Justiça venezuelana afirmou que não há prazo correndo para a ausência presidencial, mantendo o foco na legalidade do processo. O deputado Nicolás Maduro Guerra, filho de Nicolás Maduro, afirmou que não existem planos de declarar ausência temporária nem de convocar eleições.

Segundo Maduro Guerra, a Justiça não legitima o sequestro, o que inviabiliza qualquer anúncio de ausência temporária. A declaração ocorreu após a decisão do Tribunal Supremo de Justiça, que apontou uma suposta ausência, mas o parlamentar contestou a validade do conceito.

A captura de Maduro ocorreu em uma operação dos Estados Unidos, acompanhada de bombardeios em Caracas e em outras regiões. Sua esposa, Cilia Flores, também foi levada. Ambos enfrentam um julgamento por suposto tráfico de drogas em Nova York, conforme informações veiculadas pela imprensa.

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela classificou a operação como sequestro, alinhando-se ao discurso do chavismo. O país viveu, na época, uma tensão institucional em torno da legitimidade do governo e do controle do poder após a captura do presidente.

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