- Ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos) vão receber acadêmicos e entidades judaicas no Palácio do Planalto, em um “encontro de escuta”.
- O encontro ocorre na quarta-feira, dias após o Dia de Memória das Vítimas do Holocausto, com participação de representantes de instituições como o Instituto Brasil Israel e museus judaicos.
- O objetivo é discutir o aumento do antissemitismo no Brasil, sem debater Israel ou política externa no momento.
- O diálogo acontece em meio a tensões anteriores entre o governo e parte da comunidade judaica, provocadas por críticas de Lula ao governo de Israel e pela guerra em Gaza.
- Participam ainda o presidente da Confederação Israelita do Brasil, representantes de museus judaicos, o Memorial do Holocausto de Curitiba, a Casa do Povo, o comissário da OEA Fernando Lottenberg e assessores próximos à Presidência; Clara Ant ajudou na articulação.
Em meio a tensões geradas por críticas ao governo de Benjamin Netanyahu, Gleisi Hoffmann e Macaé Evaristo vão receber acadêmicos e representantes de entidades judaicas no Palácio do Planalto. O encontro é descrito como um “encontro de escuta” e ocorre na quarta-feira, logo após o Dia da Memória das Vítimas do Holocausto.
Durante a reunião, a pauta passa pela ascensão do antissemitismo no Brasil e no mundo. A organização do evento reuniu representantes de entidades como o Instituto Brasil Israel, o Museu Judaico de São Paulo, o Museu do Holocausto de Curitiba e a Casa do Povo. O presidente da Conib também deve comparecer.
A abertura ficará a cargo de Fernando Lottenberg, jurista e comissário da OEA para Monitoramento do Antissemitismo, e da historiadora Lilia Schwarcz. Ruth Goldberg, presidente do IBI, participa e destacou a importância do diálogo sem abordar temas de Israel naquele momento.
A articuladora do Palácio para a reaproximação com a comunidade judaica é Clara Ant, assessora da Presidência próxima ao presidente Lula. Ela vem conduzindo encontros com judeus mais alinhados ao governo ao longo de um ano e meio.
O esforço de aproximação ganhou força após o ataque terrorista do Hamas a Israel e a guerra em Gaza. O contato institucional busca reverter tensões surgidas entre o governo brasileiro e parte da comunidade judaica.
No cenário político, há participação de figuras de direita na relação com a comunidade judaica. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o senador Flávio Bolsonaro já estiveram presentes em atos do setor, presencial ou remotamente, reforçando vínculos com segmentos judaicos.
Na véspera do Dia da Memória, Macaé Evaristo realizou agenda em São Paulo com movimentos judaicos. Ela visitou o Ten Yad, a Unibes e o Memorial do Holocausto para entender ações de assistência social e educação.
Ao comentar as críticas de antissemitismo no governo, Macaé ressaltou o compromisso com a desconstrução de preconceitos e afirmou que o presidente Lula se posiciona pela defesa da vida humana. A ministra também mencionou a necessidade de construir pontes.
A tensão entre visões sobre o conflito israelo-palestino e as falas de autoridades acabou impactando relações diplomáticas. Em fevereiro de 2024, Lula comparou a situação em Gaza ao Holocausto, o que repercutiu entre setores da comunidade judaica.
Entre na conversa da comunidade