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Gonet pede ao STF exclusão de receitas próprias do MP do arcabouço fiscal

PGR propõe excluir do teto de gastos as receitas próprias do Ministério Público da União (R$ 304 milhões para 2026); relator: Alexandre de Moraes, alinhado ao Judiciário

Gonet alega que vincular receitas próprias ao arcabouço fiscal fere autonomia do Ministério Público. (Foto: Victor Piemonte/STF)
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  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, ajuizou ADI pedindo que as receitas próprias do Ministério Público da União sejam excluídas do arcabouço fiscal.
  • As receitas próprias estimadas para 2026 somam R$ 304 milhões, envolvend o MPU, que reúne o MPF, MPT, MPM e MPDFT.
  • O relator da ação é o ministro Alexandre de Moraes, escolhido a pedido da PGR; a ação tramita como ADI nº 7.922.
  • Gonet sustenta que manter essas receitas sujeitas ao teto de gastos prejudica a autonomia financeira do Ministério Público e o equilíbrio orçamentário.
  • O argumento baseia-se na decisão do STF que afastou o teto para as receitas próprias do Poder Judiciário, defendendo tratamento similar para o Ministério Público.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, protocolou no STF uma Ação Direta de Inconstitucionalidade pedindo a exclusão das receitas próprias do Ministério Público da União do arcabouço fiscal. A ação busca manter essas receitas fora do teto de gastos.

O MPU é composto pelo Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Militar e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. A soma das receitas próprias para 2026 está estimada em 304 milhões de reais.

O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes, escolhido a pedido da PGR, que aponta ligação com outra ação de tema similar. A intenção é alcançar previsibilidade orçamentária e preservar a autonomia financeira do Ministério Público.

Medidas e contexto

Gonet sustenta que, assim como ocorreu com o Poder Judiciário, as receitas próprias do Ministério Público da União devem ficar fora do limite de gastos imposto pela Lei Complementar n. 200/2023, para não comprometer funções essenciais do sistema de justiça.

Como base, aponta decisão anterior do Supremo em processo envolvendo a autonomia financeira do Judiciário. O pedido visa evitar violação da autonomia financeira do Parquet e manter o equilíbrio entre as funções do MP e o arcabouço fiscal.

Sobre o arcabouço fiscal

O arcabouço fiscal é uma mudança promovida no governo atual em relação ao teto de gastos, que sofreu flexibilização. O teto passou a permitir crescimento entre 0,6% e 2,5% acima da inflação, com objetivo de ampliar o espaço para despesas obrigatórias e investimentos.

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