- O governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou que abrirá uma investigação contra o TikTok por suspeita de censura política.
- A apuração envolve relatos de publicações críticas ao presidente Donald Trump terem sido bloqueadas ou com alcance reduzido na plataforma.
- Newsom pediu ao Departamento de Justiça da Califórnia que avalie se a prática viola a legislação estadual.
- A investigação cita confirmação independente de envio de uma mensagem com a palavra “Epstein” que teria sido bloqueada por violar diretrizes da comunidade.
- O momento ocorre após a venda do controle das operações do TikTok nos EUA para investidores americanos por 14 bilhões de dólares, em meio a debate sobre moderação de conteúdo.
- A empresa reconheceu problemas, atribuindo-os a uma falha de infraestrutura causada por queda de energia em um data center nos EUA, que teria causado lentidão e erros de engajamento.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou nesta segunda-feira que abrirá uma investigação contra o TikTok por suspeita de censura política. A apuração mira relatos de que conteúdos críticos ao presidente Donald Trump estariam bloqueados ou com alcance reduzido na plataforma. A investigação foi anunciada após o gabinete de Newsom receber relatos independentes sobre bloqueios de publicações.
Newsom pediu ao Departamento de Justiça da Califórnia que avalie se as possíveis práticas violam a legislação estadual, segundo publicação do próprio governador. A confirmação independente incluiu o envio de uma mensagem direta no TikTok contendo a palavra Epstein, que foi bloqueada com aviso de violação às diretrizes da comunidade.
Contexto e desdobramentos
O anúncio ocorre dias após o TikTok vender o controle de suas operações nos EUA a investidores majoritariamente norte-americanos por cerca de 14 bilhões de dólares, incluindo a Oracle, ligada a Larry Ellison, aliado de Trump. A moderação de conteúdo passou a ganhar importância no debate público desde a operação.
Usuários relatam dificuldades para postar ou engajar conteúdos críticos ao governo, ampliando questionamentos sobre censura na plataforma. Pequenos relatos também indicaram bloqueios de vídeos sobre operações da polícia de imigração dos EUA, além de queda de alcance de conteúdos políticos.
Políticos democratas da Califórnia reportaram casos semelhantes. O senador estadual Scott Wiener afirmou que um vídeo sobre um projeto de lei contra o ICE não teve visualizações, algo não observado antes em seu histórico na plataforma.
A empresa afirmou que os problemas se devem a uma grave falha de infraestrutura, causada por queda de energia em um data center nos EUA. Embora reconheça a correção, a TikTok reconhece que houve efeitos cascata, com lentidão, solicitações expiradas e erros de engajamento.
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