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Governo de SC tem 48 horas para explicar lei que barra cotas raciais

STF fixa prazo de 48 horas para Santa Catarina explicar lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais, com potenciais impactos em processos seletivos

A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Foto: Vinícius Graton/Secom Udesc
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  • O ministro Gilmar Mendes fixou prazo de 48 horas para o governo de Santa Catarina e para a Assembleia Legislativa (Alesc) enviarem informações sobre a lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais.
  • A Lei 19.722/2026, aprovada pela Alesc em dezembro e sancionada pelo governador Jorginho Melo, barra cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições que recebem verbas públicas do estado.
  • A decisão do STF decorre da urgência diante de potenciais impactos em processos seletivos já em andamento, conforme o relator, sem apontar um concurso específico.
  • A lei prevê exceções apenas a critérios econômicos, para pessoas com deficiência e para estudantes da rede pública estadual; prevê multas de até 100 mil reais por edital e corte de repasses por descumprimento.
  • Ações judiciais já foram movidas por oposição e entidades, e a proibição não vale para as instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A Udesc é uma das afetadas.

O ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, determinou prazo de 48 horas para o governo de Santa Catarina enviar informações sobre a nova legislação que proíbe cotas raciais em universidades estaduais. O mesmo prazo foi definido para explicar a lei na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

A Lei 19.722/2026, aprovada pela Alesc em dezembro e sancionada pelo governador Jorginho Melo na sexta-feira anterior, barra cotas para ingresso em instituições que recebem verbas estaduais. A proibição também se estende a docentes e funcionários, conforme o texto.

Ao STF, a constitucionalidade da lei é questionada por PSOL, PT, OAB, Une, Coalizão Negra por Direitos e Educafro, entre outras entidades. A oposição manteve o pedido de avaliação de validade diante de dispositivos da norma.

O ministro justificou a urgência com base em processos seletivos em andamento potencialmente afetados pela lei, sem apontar certame específico. A medida busca esclarecer impactos sobre concursos e vagas já anunciadas.

O que muda na prática

A legislação impede políticas de reserva de vagas, cotas ou ações afirmativas em universidades estaduais que recebam recursos do estado. A proibição vale para ingressos de alunos e de funcionários.

Exceções previstas incluem reservas por critérios exclusivamente econômicos, além de vagas para pessoas com deficiência e estudantes da rede pública estadual. Multas de até 100 mil reais por edital podem ocorrer em caso de descumprimento.

Instituições impactadas

Entre as instituições afetadas está a Universidade do Estado de Santa Catarina, a Udesc, que oferece cerca de 14 mil vagas em mais de 60 cursos. Instituições federais, como a UFSC, não são alcançadas pela proibição.

Ações legais apresentadas até o momento envolvem fases judiciais que aguardam os próximos passos do STF. O andamento do caso pode definir a validade da lei estadual em Santa Catarina.

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