- Nesta quarta-feira, 27, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou uma nota em memória das vítimas do Holocausto.
- A manifestação ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro acusar Lula de antissemita durante um evento no Israel.
- Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro participaram da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, no Knesset, em Israel.
- Flávio afirmou que “Lula é antissemita”, dizendo que isso se baseia nas ideias, assessores, palavras e ações do presidente.
- Em 2024, Israel declarou Lula persona non grata após ele comparar a ofensiva militar de Israel ao Hamas às mortes de judeus no Holocausto; Lula, porém, mantém a nota dedicada às vítimas do Holocausto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou nesta quarta-feira uma nota em memória das vítimas do Holocausto. A medida veio dias após Flávio Bolsonaro acusar o presidente de antissemita durante evento em Israel. A nota reforça a lembrança dos horrores da Segunda Guerra Mundial e a defesa de direitos humanos.
Segundo Lula, é preciso recordar as atrocidades que a humanidade é capaz de cometer contra o próximo. O texto ressalta que autoritarismo, discursos de ódio e preconceito étnico e religioso foram componentes da tragédia do século XX e frisa a defesa de instituições democráticas.
Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro participaram da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, no Knesset, parlamento de Israel. O senador afirmou, durante o evento, que o governo Lula cometeu falhas morais e repetiu a acusação de antissemita, conforme pronunciamentos reportados.
Em 2024, Lula foi declarado persona non grata pelo governo de Israel após comparar ações militares de Israel no Hamas às mortes decorrentes do Holocausto. O congressista encerrou o discurso com uma mensagem de que o próximo presidente brasileiro não deverá ser tratado como persona non grata em Israel.
A íntegra da nota de Lula destaca que o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto serve para reconhecer o sofrimento das famílias impactadas e defender a convivência pacífica, os direitos humanos e a democracia como herança para as futuras gerações.
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