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Nasry Asfura assume presidência de Honduras com agenda alinhada aos EUA

Asfura assume a presidência de Honduras com agenda alinhada aos Estados Unidos, visando negociação com a China, cooperação em segurança e migração

Nasry Asfura assume a presidência de Honduras com uma agenda atrelada aos EUA
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  • Nasry Asfura assume a presidência de Honduras nesta terça-feira 27, com uma agenda atrelada aos Estados Unidos, em meio a uma eleição marcada por denúncias de fraude.
  • O novo governo busca estreitar relações com Washington, já promovendo conversas para um acordo de livre comércio e avaliando retorno a Taiwan, enquanto analisa a posição com a China.
  • Os Estados Unidos são destino de cerca de sessenta por cento das exportações hondurenhas; há expectativa de cooperação em segurança e de restabelecimento do TPS para cerca de sessenta mil hondurenhos.
  • Honduras tem cerca de dois milhões de emigrantes nos EUA, cuja remessa representa aproximadamente um terço do PIB, em um país com alta pobreza estimada em torno de sessenta por cento da população.
  • O país enfrenta o desafio do narcotráfico e das gangues Mara Salvatrucha e Barrio 18; não haverá renovação do estado de exceção e há cautela em relação a medidas de segurança, em meio a promessas de cooperação com os EUA.

Nasry Asfura assume a presidência de Honduras com uma agenda alinhada aos Estados Unidos, em meio a uma eleição marcada por denúncias de fraude e pressões externas. A cerimônia de posse será na sede do Congresso, em ambiente austero, com o país tentando enfrentar pobreza e violência.

O novo presidente é Nasry Asfura, empresário da construção de 67 anos, apoiado por Donald Trump. A vitória ocorreu após uma apuração tensa que durou mais de três semanas, já com acusações de irregularidades feitas pelos adversários.

Asfura chega ao poder com promessa de estreitar relações com o parceiro comercial dominante. Ele já viajou aos EUA para encontros com o secretário de Estado, Marco Rubio, e posteriormente com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, sinalizando prioridades de cooperação regional.

A relação com a China está sob revisão. Honduras negocia com Washington um possível acordo de livre comércio, em meio a divergências entre as apostas de Beijing e Taipei. Economistas destacam que as importações de Honduras da China somam quase 3 bilhões de dólares, sem igual volume de exportação para aquele mercado.

Nos bastidores, a dependência externa permanece estratégica. Remessas de hondurenhos que vivem nos EUA respondem por grande parte do PIB, em um país com cerca de 60% de pobreza. A expectativa é de que o TPS seja restabelecido para cerca de 60 mil cidadãos.

Washington já sinalizou reforço na cooperação em segurança. O governo norte-americano também autorizou ações que afetaram Honduras, incluindo decisões envolvendo ex-políticos hondurenhos, o que influencia o cenário interno e externo do novo governo.

Segurança pública é prioridade central para Asfura, diante de narcotráfico e das gangues Mara Salvatrucha e Barrio 18, classificadas como terroristas pelos EUA. Mesmo com queda de homicídios, Honduras registra alta violência e cobrança de extorsões a empresários.

O presidente eleito não detalhou planos específicos para o endurecimento da lei contra crime organizado. Ele disse, em linhas gerais, que não haverá renovação de medidas de exceção aplicadas contra gangues, seguindo um modelo parecido com outras regiões da América Central.

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