- Olavo Noleto (52) é o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais e tem um histórico de atuação alinhado a governos do PT.
- Seu nome aparece em dois esquemas de corrupção que vieram à tona na década de 2010: a Operação Miqueias, de 2013, que envolveu desvio de mais de R$ 50 milhões de fundos de pensão; na ocasião, 27 mandados foram cumpridos e houve envolvimento de deputados e STF.
- Nesse caso, Noleto indicou Idaílson Vilas Boas como lobista do esquema; Vilas Boas foi exonerado, mas o pedido de prisão acabou negado pela Justiça; Ideli Salvatti disse que a indicação partiu dele.
- Também foi citado na Operação Monte Carlo, de 2012, que investigou a rede de influências do contraventor Carlinhos Cachoeira, mas não houve condenações.
- Na trajetória pessoal, Noleto vem de uma família de jornalistas, já ocupou cargos no PT em esferas federais e municipais, incluindo relações institucionais, comunicação e desenvolvimento; atuou como chefe de gabinete da prefeitura de Goiânia e foi dirigente do PT na cidade.
- A reportagem buscou comentário do novo ministro pela Secretaria de Comunicação da Presidência; até o momento, não houve resposta.
O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) sob o governo de Lula, Olavo Noleto, tem trajetória ligada a governos do PT. O goiano de 52 anos foi indicado para o cargo, com foco em relações institucionais e comunicação. A nomeação ocorreu em meio a questionamentos sobre seu histórico profissional.
Noleto já ocupou diversos cargos em administrações federais do PT. A biografia do indicado inclui passagens pela SRI em governos anteriores e funções ligadas à comunicação e ao desenvolvimento. A nomeação foi oficializada recentemente, e o governo aguarda a divulgação de resposta da assessoria de imprensa.
A reportagem buscou contato com a Secretaria de Comunicação da Presidência, sem retorno até o momento. O espaço permanece aberto para esclarecimentos oficiais.
Operação Miqueias
Noleto foi citado em notícias ligadas à Operação Miqueias, de setembro de 2013. O esquema desviou mais de R$ 50 milhões de fundos de pensão de municípios e estados, totalizando mais de R$ 300 milhões de origem ilícita, envolvendo 27 mandados de prisão e parlamentares. As investigações chegaram ao STF.
Ao longo do caso, ocorreram absolvições sumárias que impediram a responsabilização de muitos envolvidos. As escutas do inquérito revelaram elementos anteriores que contribuíram para a Operação Lava Jato. Noleto já era subchefe da SRI nessa época.
Naquele período, ele indicou Idaílson Vilas Boas, apontado como lobista no esquema, o que levou à exoneração de Vilas Boas em setembro daquele ano. A Justiça, porém, negou pedido de prisão do indicado.
Operação Monte Carlo
Outra menção envolvendo Noleto ocorreu na Operação Monte Carlo, em 2012, que investigou a rede de influência do contraventor Carlinhos Cachoeira. O desfecho não resultou em condenações, segundo as informações disponíveis.
Trajetória profissional
Noleto vem de uma família ligada ao jornalismo. O pai foi preso durante a ditadura militar, e a mãe participou de uma campanha da UNE em Brasília, nos anos 2000. O filho ocupou cargos de liderança em Goiânia, incluindo vice-presidente e tesoureiro da UNE.
Formado em administração pública, o ministro atuou principalmente em relações institucionais, comunicação e desenvolvimento. Atuou como chefe de gabinete do ex-prefeito de Goiânia, Pedro Wilson (PT), e como secretário de Projetos da prefeitura. Também integrou a direção estadual e nacional do PT.
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