- Philip Glass retirou a estreia mundial de sua sinfonia No. 15, “Lincoln”, do Kennedy Center, argumentando que os valores da instituição hoje entram em conflito com a mensagem da obra.
- A partitura, cojuvenada pela National Symphony Orchestra e pelo Kennedy Center, havia sido marcada para a estreia mundial em junho.
- Glass descreve a obra como um retrato de Abraham Lincoln e afirma que os valores do Kennedy Center sob a liderança atual não são compatíveis com a sinfonia.
- Um porta-voz do Kennedy Center não respondeu imediatamente ao pedido de comentário do Rolling Stone.
- A sinfonia se inspira no discurso Lyceum de Lincoln, de 1838, citando trechos sobre os perigos da violência de turmas e o papel de governo e Constituição.
Philip Glass anunciou a retirada da estreia mundial de sua Sinfonia nº 15, intitulada Lincoln, do Kennedy Center. A obra, encomendada pelo National Symphony Orchestra e pelo próprio Kennedy Center, estava marcada para junho no local. O compositor afirmou que os valores da instituição hoje entram em conflito direto com a mensagem da sinfonia, justificando a decisão pela liderança atual do espaço.
A peça é descrita por Glass como um retrato de Abraham Lincoln. O libretto inclui trechos do discurso Lyceum, proferido em 1838, no qual Lincoln alertou para os riscos da violência de mobs e para as ameaças internas à Constituição e ao governo. Trechos do texto servem de base para a narrativa musical da obra.
Segundo a carta de Glass, a decisão ocorre diante da condução atual do Kennedy Center, que ele não reconhece mais como alinhada com o propósito da sinfonia. Não houve resposta imediata de um porta-voz do Kennedy Center para comentar o caso.
Contexto e desdobramentos
A retirada ocorre em meio a um histórico de controvérsias envolvendo a direção do Kennedy Center após mudanças promovidas na diretoria, incluindo ajustes de liderança que reacenderam debates sobre governança e identidade institucional. O episódio se soma a outras mudanças e cancelamentos ocorridos nos últimos meses no espaço.
Além de Lincoln, outras apresentações enfrentaram cancelamentos ou alterações de programação na instituição nos últimos tempos, em um contexto de intenso escrutínio público sobre a gestão e as políticas culturais do Kennedy Center.
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