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Advogados de Filipe Martins registram acessos ao LinkedIn para contestar prisão

Ata notarial em cartório de Ponta Grossa sustenta que Filipe Martins não acessou LinkedIn após setembro de 2024, buscando atestar cadeia de custódia e contestar prisão

Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República. (Foto: Raylson Ribeiro/MRE)
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  • Advogados de Filipe Martins registraram ata notarial em cartório de Ponta Grossa (PR) na terça-feira, 27, para comprovar que o ex-assessor não acessou o LinkedIn após setembro de 2024; a ata ainda não foi juntada aos autos da ação penal nº 2.693 (núcleo 2).
  • A defesa já havia apresentado dados de acesso à rede social, mas o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que a prova não oferece idoneidade suficiente para afastar o fato indicado no documento apresentado.
  • A ideia agora é atestar a cadeia de custódia do dado, comprovando que o registro foi extraído do celular de Filipe Martins e corresponde ao seu perfil profissional.
  • Filipe Martins é acusado de participação em suposto plano de golpe de Estado; a defesa sustenta que ele nunca redigiu nem aperfeiçoou a chamada “minuta do golpe”.
  • Em vídeo divulgado nesta terça, o advogado Jeffrey Chiquini criticou a ausência de ofício de Moraes à Microsoft para verificar possível acesso, citando um registro de acesso em 4 de janeiro de 2026, alegadamente para solicitar o relatório de acessos após o último registro de setembro de 2024.

Os advogados de Filipe Martins registraram nesta terça-feira (27) uma ata notarial em um cartório de Ponta Grossa (PR) para comprovar que o ex-assessor não acessou o LinkedIn após setembro de 2024. O documento foi lavrado, mas ainda não foi juntado aos autos da ação penal nº 2.693 (núcleo 2).

A ata busca atestar a cadeia de custódia do dado, apontando que o registro foi extraído do celular de Filipe Martins e corresponde ao perfil profissional na rede social. A ata foi divulgada pela Folha de S.Paulo e confirmada pela defesa à Gazeta do Povo.

O pedido surge no contexto de uma prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, com base em um suposto acesso denunciado pelo militar aposentado Ricardo Roquetti. A defesa já havia apresentado os dados de acesso, mas o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que a prova não é idônea o bastante para afastar o fato apresentado.

Defesa sustenta que Moraes não recebeu ofício da Microsoft para confirmar acessos. Segundo os advogados, o último acesso identificado ocorreu em setembro de 2024, e houve novo registro em 4 de janeiro de 2026 para solicitar o relatório. A estratégia é demonstrar a origem do dado e a legitimidade da prova.

Filipe Martins é acusado de participar de um suposto plano de golpe de Estado, ligado à ideia de manter Jair Bolsonaro no poder. A denúncia aponta a elaboração de uma minuta do golpe, decreto que criaria um regime de exceção. A defesa, porém, afirma que Martins não redigiu nem aperfeiçoou o documento.

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