- Albanese vai pressionar o gabinete nacional para definir detalhes do programa de recompra de armas, com custo previsto em centenas de milhões de dólares.
- Sob as leis, os estados ficarão responsáveis pela coleta e pelo processamento das armas entregues, enquanto a polícia federal liderará a destruição dos armamentos.
- Queensland e Território do Norte dizem não assinar o acordo, dificultando a adesão ao plano.
- o custo é considerado significativo e deverá ser dividido 50% entre governo federal e governos estaduais; Tasmania sinaliza resistência por estimar custo acima de 20 milhões de dólares.
- existem mais de quatro milhões de armas registradas na austrália; Tasânia possui 150 mil, NT tem 55.678, e Victoria quase 975 mil; o programa tem prazo até janeiro de 2028.
O primeiro-ministro Anthony Albanese adiantou que o governo federal pressionará os estados a implementar o programa nacional de buyback de armas, mesmo diante de resistência de Queensland e Território do Norte. A medida, criada após o ataque de Bondi, envolve custos estimados em centenas de milhões de dólares e exige que estados coletem e processem as armas entregues.
Estados e governo federal trabalham para fechar os detalhes durante a reunião do conselho nacional de gabinete, marcada para sexta-feira. O objetivo é avançar rapidamente com o buyback, cuja vigência está prevista para terminar em janeiro de 2028, conforme as regras aprovadas no parlamento na semana passada.
Custos e receptividade
O governo federal prevê que os custos sejam divididos 50% para o governo federal e 50% para os estados. Tasmania, por exemplo, afirmou que o custo pode superar 20 milhões de dólares, com o ministro Felix Ellis afirmando que o governo estadual não deve apressar a implementação. Existem cerca de 150 mil armas registradas na Tasânia.
Reações regionais
Victoria anunciou uma revisão rápida de suas leis de armas, enquanto o início da política no Território do Norte depende de financiamento federal total, segundo a chefe de polícia local. O governo de Queensland rejeita a necessidade do buyback, defendendo foco na redução de antisemitismo e na repressão a criminosos que utilizam armas.
Detalhes operacionais
As leis federais colocam os estados como responsáveis pela arrecadação e pelo processamento das armas entregues. A Polícia Federal Australiana deve liderar a destruição dos armamentos recolhidos. O buyback é parte de uma ampla reforma de armas, vendida pelo governo como resposta aos ataques recentes.
Reação de estados e perspectivas
South Australia indicou apoio ao buyback em princípio, mas destacou questões de custo e cobertura de munição. Já o Queensland mantém o foco em combate à violência e à restrição de acesso de criminosos a armas, mantendo posição de não aderir ao programa neste momento. Em Western Australia, um buyback recente já recolheu dezenas de milhares de armas, com custo estimado em dezenas de milhões.
Orçamento e controvérsias
Estimativas variam amplamente entre atores do setor. Grupos de defesa de proprietários de armas apontam que o custo total pode chegar a até 1,6 a 2 bilhões de dólares, incluindo armazenamento, transporte e destruição. Pedem que pagamentos compensatórios reflitam preços de mercado para evitar distorções.
Entre na conversa da comunidade