- O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deixou o União Brasil e se filiou ao PSD, de Gilberto Kassab, fortalecendo o campo da centro-direita para 2026.
- O acordo garante a Caiado acesso integral à estrutura de financiamento eleitoral do PSD, além de liberdade para montar chapa e costurar alianças regionais sem vetos de federações.
- A definição da candidatura presidencial será feita por um colegiado do partido, com Kassab, Jorge Bornhausen, Guilherme Afif Domingos e Andrea Matarazzo, evitando prévias abertas.
- Caiado aposta que, como vice ou candidato competitivo, tem maior capacidade de articulação com partidos médios e pequenos do centro-direita, ampliando chances no primeiro turno.
- O PSD, com Kassab e os três governadores, reiterou apoio unificado no segundo turno ao candidato da direita que enfrentar o Lula, abrindo espaço para possíveis apoios a Flávio Bolsonaro e sinalizando o início do “pós-bolsonarismo” no espectro político.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deixou o União Brasil e se filiou ao PSD de Gilberto Kassab. A mudança reorganiza a centro-direita para a eleição de 2026, ampliando o grupo de possíveis presidenciáveis da sigla.
No acordo com Kassab, Caiado terá acesso à estrutura de financiamento eleitoral do PSD caso seja candidato à Presidência e poderá montar a chapa e costurar alianças sem restrições de federações ou vetos internos.
Outra peça do acordo prevê que a escolha do candidato será feita por um colegiado interno formado por Kassab, Jorge Bornhausen, Guilherme Afif Domingos e Andrea Matarazzo. A escolha uniria o grupo em torno de um nome comum.
Nos bastidores, Caiado avalia que entra com condições competitivas. O governador tem experiência de gestão e admite maior capilaridade para alianças com partidos médios e pequenos do centro e da centro-direita já no primeiro turno.
Apesar disso, o pacto interno garante unidade: Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Caiado permanecerão alinhados até a definição do candidato. Quem for escolhido receberá o apoio dos três.
Perspectiva de segundo turno
Além da disputa interna, Kassab e os governadores sinalizam apoio ao candidato de direita no segundo turno contra Lula. O entendimento abre espaço para eventual apoio a Flávio Bolsonaro, caso avance à etapa decisiva.
Essa estratégia busca evitar isolamento político e mostrar convergência na fase final da eleição, mesmo com a fragmentação no primeiro turno.
O conceito de pós-bolsonarismo
O PSD trabalha a ideia de uma alternativa de centro-direita menos associada à família Bolsonaro. A meta é dialogar com eleitores conservadores, mantendo discurso administrativo moderado.
A filiação de Caiado fortalece o projeto do PSD e amplia o campo de opções da centro-direita em 2026, segundo avaliação interna do partido.
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