- O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) almoçou nesta quarta-feira com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos.
- Carlos disse que pediu autorização a irmãos e pai para ir a São Paulo e dar um abraço no que ele chamou de “eterno ministro”, Adolfo Sachsida.
- Sachsida foi ministro de Minas e Energia; Tarcísio, da Infraestrutura, consolidou aliança com Bolsonaro, que ajudou na vitória dele em São Paulo.
- A relação entre a família Bolsonaro e o grupo de direita sofre tensão com a possível candidatura de Tarcísio à Presidência, enquanto Carlos comentou discurso da primeira-dama de São Paulo sobre um “novo CEO”.
- O registro ocorre em meio à pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto, e o governador paulista já disse não disputar a Presidência, mesmo se Bolsonaro pedisse.
Carlos Bolsonaro (PL-SC) almoçou nesta quarta-feira, 28, na casa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O encontro contou com aval de Jair Bolsonaro, segundo o ex-vereador, que descreveu o momento como “bacana” com o que classifica como o “eterno ministro”.
O encontro teve como pauta a aproximação entre Carlos e o núcleo de apoiadores de Tarcísio, que já integram a mesma rede de aliados desde a gestão federal de Adolfo Sachsida. Carlos afirmou ter pedido autorização para ir a São Paulo para abraçar Sachsida, reforçando o tom de cordialidade entre as partes.
A relação entre Tarcísio e a família Bolsonaro ganhou destaque pela pressão de setores da direita pela candidatura presidencial de Tarcísio, que pode impactar vínculos com aliados. Carlos também criticou publicamente o discurso de figuras próximas aos bolsonaristas que defendem alternativas.
Contexto político na direita
Horas antes do post de Carlos, houve explosão de tensões com ataques a adversários internos, incluindo críticas a possíveis “isentos” e a políticos com apoio do ex-presidente.
A movimentação ocorre no cenário da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto. Em dezembro, Flávio afirmou que o pai o teria escolhido como sucessor político, o que alimenta a expectativa de uma chapa alinhada com a família.
Tarcísio de Freitas já declarou publicamente que não disputará a Presidência, mesmo se Bolsonaro lhe pedisse. A afirmação foi reiterada na última terça-feira, 27, quando o governador reforçou seu compromisso com outra trajetória no momento.
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